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quarta-feira, 1 de julho de 2009

São João Climaco - João Mendes de Almeida Junior. Maçom. Mistica. Climax ou escada do céu.

Climax Ou Escada do Ceo

S Joao Climaco - Trad. João Mendes de Almeida Junior.

editora: Spindola, Siqueira e Cia

ano: 1902

descrição: XVII 236 pp. Tradução por Joao Mendes de Almeida Jr.,

Climax ou escada do céu. O maior de nossos jurisconsulto João Mendes Junior pos em vernáculo essa bela obra mistica, interessante livro, que rpelo conteúdo, quer pelo envolvimento do nosso jurisconsulto, eis uma faceta sua pouco conhecida, era iniciado, terceiro franciscano, etc... bom estado de conservação, em couro,manteve-se a capa brochura original. João Clímaco Nascido no monte Sinai, 605. Ingressando aos 16 anos no mosteiro situado nesse monte, abandonou-o mais tarde para viver em maior solidão. Aos 75 anos foi chamado de volta e eleito abade. Seu livro Clímax, ou Escada da Perfeição / do céu, do qual lhe veio o cognome Clímaco, foi das obras mais apreciadas na católica Idade Média.


São João Clímaco nasceu em 580. Clímaco foi um monge do Monte Sinai, e deve o seu cognome a um livro seu, Escada (Klímax - Clímaco). A Escada é um resumo da vida espiritual, concebida para os solitários e contemplativos. Para Clímaco, a oração é a mais alta expressão da vida solitária; ela se desenvolve pela eliminação das imagens e dos pensamentos. Daí a necessidade da 'monologia', isto é, a invocação curta, de uma só palavra, incansavelmente repetida, que paralisa a dispersão do espírito. Essa repetição deve assimilar-se com a respiração.

João Clímaco faleceu por volta do ano 650.

O nome de São João Clímaco é uma alusão à palavra "klímax', que em grego significa escada. São João decidiu adotar este nome em virtude do livro escrito por ele mesmo, intitulado Escada para o Paraíso.

Nesta obra ele explica que existem 30 degraus a serem galgados para que possamos atingir a perfeição moral. Este livro foi um grande sucesso na época e chegou até mesmo a influenciar monges e outros religiosos cm sua conduta particular, tanto no Ocidente como no Oriente. A importância desta obra literária para a época pode ser notada na utilização do símbolo escada na arte bizantina.

São João Clímaco foi muito famoso como homem santo em toda a Palestina e Arábia. Viveu por volta do ano 650 e morreu no Monte Sinai.

Conta-se que ele era palestino e na adolescência ingressou em um mosteiro no Monte Sinai, onde passou a dedicar sua vida às orações e à meditação. Até os 35 anos viveu desta forma, mas quando seu mestre faleceu resolveu encerrar-se em uma cela e viver à moda dos monges do deserto: jejuando, orando e estudando a Bíblia.

Durante este novo período de sua vida São João Clímaco decidiu nunca mais comer carne, fosse ela vermelha ou branca. Também passou a sair de sua cela apenas para participar da Eucaristia, aos domingos.

Já com 70 anos foi eleito bispo do Monte Sinai, muito embora preferisse continuar com sua vida isolada. Nesta época construiu hospitais para a população mais pobre, ajudado pelo papa Gregório Magno.

Os últimos quatro anos de sua vida foram dedicados a viver como ermitão. Neste período de total isolamento ele escreveu Escada para o Paraíso.

Pensamentos de São João Clímaco:

1. "O verdadeiro monge: o olhar da alma, imóvel; o sentido corporal, inabalável... uma luz que não se apaga aos olhos do coração"

2. "Aqueles cujo espírito aprendeu a orar, na verdade falam ao Senhor face a face, como os que falam ao ouvido do imperador; aqueles cuja boca ora, fazem lembrar os que se prostram diante do imperador, na presença de toda corte. Os que vivem no mundo, são os que dirigem sua súplica ao imperador, na balbúrdia de todo povo".

3. "Que vossa oração ignore toda multiplicidade: uma única palavra bastou ao Publicano e ao filho pródigo para obter o perdão".

4. "O grande herói da sublime e perfeita oração diz: 'prefiro dizer cincopalavras com a minha inteligência...'(1Cor 14,19). As crianças pequenas não tem idéia disso: imperfeito como somos, com a qualidade também nos é necessaria a quantidade. A segunda consegue para nós a primeira..."

5. "A solidão do corpo é a ciência e a paz da conduta e dos sentidos; a solidão da alma, a ciência dos pensamentos e um espírito inviolável. O amigo da solidão é um espírito de sentinela, valente e inflexível, sem sono, à porta do coração, para derrubar e matar os que se aproximam".

6. "O hesicasta é quem aspira a limitar o incorporal numa morada de carne. O gato aspira o ratinho; o espírito do hesicasta espreita o ratinho invisível".

7. "O monge tem necessidade de grande vigilância e de um espírito isento de agitação. O cenobita tem frequentemente o apoio de um irmão; o monge, o de um anjo".

8. "Fechai a porta da cela a vosso corpo, a porta dos lábios às palavras, a porta interior aos sentido".

9. "A obra da solidão (hesychia) é uma despreocupação total por todas as coisas, razoáveis ou não".

10. "Basta um fio de cabelo para embaralhar a vista; basta uma simples preocupação para dissipar a solidão (hesychia), pois a solidão é despojamento dos pensamentos e renúncia às preocupações razoáveis".

11. "Quem possui verdadeiramente a paz, não se preocupa mais com o próprio corpo".

12. "Quem quer apresentar a Deus um espírito purificado, e se deixa perturbar pelas preocupações, assemelha-se a alguém que tivesse entravado fortemente as pernas e pretendesse correr".

13. "É grande a utilidade da leitura para esclarecer e recolher o espírito".

14. "Procurai vossas luzes sobre a ciência da santidade, mais nos trabalhos do que nos livros".

16. "Quem se sente diante de Deus, do fundo do coração, será como uma coluna imóvel durante a oração".

17. "O monge que vela é um pescador de pensamentos; sabe distingui-los sem dificuldade, na calma da noite, e apanha-los".

18. "Nada de rebuscamento nas palavras de vossa oração: quantas vezes os balbucios simples e monótonos das crianças fazem o pai ceder!"

19. "Não vos entregueis a longos discursos, para que vosso espírito não se dissipe na procura das palavras. Uma única palavra do Publicano comoveu a miseriocórdia de Deus; uma única palavra cheia de fé salvou o Ladrão".

20. "A prolixidade na oração frequentemente enche o espírito de imagens e o dissipa, enquanto muitas vezes o efeito de uma única palavra (monologia) é recolhê-lo".

21. "Senti-vos consolados e enternecidos por uma palavra da oração? Parai nessa palavra; isso quer dizer que o nosso anjo da guarda então ora conosco".

22. "Nada de segurança demais, mesmo tento conseguido a pureza; mas, sim, uma grande humildade, e sentireis então maior confiança".

23. "Quando vos tiverdes revestido da doçura da ausência de ira, não vos será mais muito custoso libertar vosso espírito do cativeiro".

24. "Trabalhai para elevar o vosso pensamento, ou melhor, para recolhê-lo nas palavras de vossa oração; se a fraqueza da inância o faz cair, levantai-o".

25. "O primeiro degrau da oração consiste em expulsar, por meio de um pensamento (ou uma palavra) simples e fixo (monologicamente), as sugestões, no momento mesmo em que se manifestam. O segundo, em conservar nosso pensamento unicamente no que dizemos e pensamos".

26. "Ressuscitados do amor pelo mundo e pelos prazeres, afastai as preocupações, despojai-vos dos pensamentos, renunciai ao corpo, uma vez que a oração nada mais é que um exílio do mundo visível e invisível".

27. "Não se aprende a ver; é um efeito da natureza. A beleza da oração também não se aprende através do ensinamento. Ela tem em si própria o seu mestre; Deus 'que ensina ao homem o saber' (Sl 94,10) dá a oração e abençoa os anos dos justos".


São João Clímaco viveu nos séculos VI e VII. Ele é reconhecido tanto pela Igreja Católica Romana como pela Igreja Ortodoxa entre outras. Em ambas ele é grandemente valorizado como um testemunho de profunda dedicação na fidelidade ao Evangelho de JESUS, na permanente comunhão com DEUS pela vigilância do coração e pela oração incessante, num contínuo exercício de desapego a tudo para dedicar-se apenas ao Único Necessário. É também lido como um excelente orientador espiritual incentivando e ensinando as pessoas a enfrentar os obstáculos que dificultam o seguimento de JESUS. Sua vida e testemunho são lembrados e celebrados tanto pela Igreja Católica Romana como pela Igreja Ortodoxa no dia 30 de março.

Ele foi um jovem cristão, conheceu e participou ativamente da Igreja ao que parece na Palestina que naquela época, salvo engano, era uma província do Império Romano do Oriente, também conhecido como Império Bizantino. Desejando buscar a DEUS de modo radical, foi para o deserto na região do Monte Sinai; buscou aprender com o exemplo de outros cristãos levando a vida de monge. Depois afastou-se da comunidade monástica e foi viver sozinho no deserto do Sinai durante 40 anos. É preciso lembrar que esse viver sozinho não significa que ele nunca encontra ninguém. Esses monges eremitas normalmente aos domingos faziam uma viagem de extensão mais ou menos grande para participar da Divina Liturgia junto de uma comunidade. Acontecia também de pessoas irem ao deserto ao encontro desses monges para pedir-lhes orientação, discernimento ou bênçãos. Também outros monges lhes vinham pedir ensinamento.

A Igreja Católica Romana o tem como um mestre para os monges. Quando já tinha 75 anos os monges do Mosteiro do Sinai pediram que ele fosse dirigir o mosteiro. Tornou-se então um pai espiritual (abade) daquela comunidade ajudando-os a seguir a vontade do verdadeiro PAI do Céu.

O dirigente de um outro mosteiro pediu a ele que escrevesse para eles os seus ensinamentos da Palavra de DEUS e do modo de buscar a vontade de DEUS e a oração. Atendendo a esse pedido escreveu o livro A ESCADA DO PARAÍSO. O livro tem 30 capítulos que são comparados com 30 degraus para o cristão ir subindo e se aproximando de DEUS pela renúncia ao pecado, pela doação a DEUS e aos irmãos e pela oração incessante.


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