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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Afonso Bezerra: ensaios, contos e crônicas. Pesquisa, Introdução e Notas de Manoel Rodrigues de Melo. Rio de Janeiro: Pongetti,

Afonso Bezerra: ensaios, contos e crônicas.

Pesquisa, Introdução e Notas de Manoel Rodrigues de Melo.

Rio de Janeiro: Pongetti,

1967.


capa brochura, bom estado, escasso, não perca. a8a.



Afonso Ligório Bezerra nasceu no dia 9 de junho de 1907, em Carapebas, que depois de elevada a município, recebeu o seu nome. Ele faleceu em Natal, em 1930.

Escritor e jornalista dos mais promissores de nossa geração, morreu precocemente, não tendo tido tempo de realizar a obra que a sua inteligência prenunciava.

Tinha apenas 16 anos quando a revista "O Beija-Flôr", do Rio de Janeiro, publicou um conto de sua autoria - "O Orvalho". Foi a sua estréia na imprensa e nas letras.

Dentro em breve se tornaria um dos mais atuantes jornalistas potiguares. Colaborou nos jornais "A Imprensa"; "Diário de Natal", órgão da Diocese, "Letras Novas"; "A República"; na revista "Cigara", todas de Natal; "Jornal do Recife", "A Tribuna", "Ilustração", "Maria", "Gazeta Acadêmica", "Diário da Manhã", do Recife; "O Momento", "Pelo Brasil", "Vida Nova", "A Cruz" e "Excelsior", do Rio.


Em 1928, o jovem Afonso Bezerra ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Ano seguinte, matriculou-se como "aluno gratuito", na referida Faculdade, "por ter obtido as melhores aprovações nos exames do primeiro ano". Contraindo tuberculose, teve que regressar a Carapebas, de onde veio para Natal, na esperança de curar-se, e aqui viveu seus últimos dias.

Como escritor, deixou contos sertanejos, na linhagem de Afonso Arinos, alguns destes considerados peças antológicas. Sua obra foi enfeixada em livro, sob o título "Ensaios, Contos e Crônicas" (editora Pongetti, Rio, 1967) graças ao escritor Manoel Rodrigues de Melo.


“As figuras ingênuas, os mitos, as assombrações, a chuva, a seca, a barbárie temperada pelo lirismo do povo, a música das toadas plangentes, o canto da terra, o trágico luar sobre campos devastados, o perigo das cobras, o primarismo instintivo, o que há de resignado e simplório numa gente humilde e desprevenida, a fé em Deus – tudo isso é a atmosfera dos contos, a substância da sua ficção. Esses contos, muitos deles, vi-lhos escrever. Traçava antes o plano da sua criação. E vivia de tal modo a sua fantasia que me deu sempre a impressão de que apenas trazia a realidade para o gênero literário predileto. Era assim mesmo: a realidade lhe fornecia o tema, refazendo no seu espírito o drama da pobreza e da resignação, que é ainda hoje o mesmo.”

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