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segunda-feira, 4 de maio de 2015

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Os Submundos da Antiguidade

Catherine Salles

editora: Brasiliense

ano: 1987

descrição: brochura original, em bom estado, esgotado há décadas, aproveite.

Catherine Salles - Os Submundos da Antiguidade. Histórias reveladoras e algumas inéditas da civilização greco-romana. Com ilustrações, mapas. A antiguidade clássica que não se aprende na escola. Livro em bom estado de conservação, brochura com capa original. Ilustrado.

A Antigüidade clássica que não se aprende nas escolas. As festas voluptuosas e a busca do prazer. Essa outra cena, que nos foi vedada pelas tradições literárias e estéticas, é o universo em que este livro nos faz penetrar: a realidade vivida do prazer, o outro lado da história gloriosa...



Decerto, a influência grega é determinante para explicar por que uma nova moral, novos hábitos introduzem-se em Roma no século III a.C. A conquista da Itália do sul pelas legiões romanas permitiu aos habitantes do Lácio familiazarem-se com a vida fácil da Campânia, da Magna Grécia.


Segundo Salles, as concubinas eram consideradas aquelas mulheres com mais sorte por serem retiradas da casa de prostituição por algum cidadão, e em alguns casos, sendo colocadas para coabitar com a própria esposa. Era uma união com a qual muitas delas sonhavam, mas o seu protetor não possuía qualquer obrigação legal, podendo empregá-las em qualquer trabalho e até mesmo abandoná-las.

Segundo Salles, o legislador Sólon teria organizado as casas de prostituição conhecidas como "Lupanar", inclusive com cobrança de impostos, para proteger as mulheres livres dos desejos excessivos dos rapazes e daqueles que não se continham, visando manter a pureza de raça dos cidadãos. Embora houvessem casas clandestinas e mesmo prostitutas nas ruas, esta realidade é incomparável com o que será visto no Império Romano. Sólon também teria introduzido a idéia de divisão hierárquica entre as mulheres, divididas pelo critério (não econômico: pela fortuna no caso dos homens) dos papéis desempenhados: esposas livres e prostitutas (livres ou escravas). Assim como alguns escravos podiam ser livres, comprando sua liberdade (denominada de alforria), também algumas prostitutas famosas acumulavam grandes fortunas e compravam sua liberdade, mas mesmo assim não se tornavam mulheres livres (capazes de se unirem como esposas a algum cidadão), e ambos eram impedidos de serem cidadãos.


Entre as prostitutas haviam diferenças: as mais belas eram conhecidas como hetairas, muitas vezes serviam de inspiração para artistas e filósofos, desfrutavam de amores e paixões, participavam dos banquetes e algumas inclusive acompanhavam cidadãos em atividades públicas da pólis, e até mesmo haviam estátuas construídas em sua homenagem. Tais como Laís, Frinéia, Taís, Neera, etc.


Alcebíades, um famoso político de Atenas, costumava levar sua companheira (hetaira) a atividades públicas da pólis.

Salles cita o exemplo de Frinéia, umas das hetairas mais famosas que acumulou grandes riquezas e após a destruição dos muros de Tebas (em 335 a C.), reconstruiu-os e exigiu a seguinte inscrição: "Alexandre as destruiu. A prostituta Frinéia as fez reerguer".


Salles menciona uma narração na qual uma mãe denominada de Crobila (esposa de um artesão) ficou viúva e após vender todos os instrumentos do marido para manter a casa, começa a orientar sua filha Corina em como tornar-se prostituta de fama, adquirindo assim o sustento de ambas. A filha não tinha mais de 10 anos.


Segundo Salles, somente as prostitutas podiam se maquiar e deviam usar roupas escuras para serem diferenciadas das mulheres honestas. Nos festins, somente as primeiras podiam deitar-se no leito de madeira, enquanto que as esposas deviam permanecer sentadas.


Todavia, não é necessário lembrar que os romanos não esperaram evidentemente pelo "mau exemplo" dos gregos para entregarem-se a prazeres condenáveis. O mito do romano casto, corrompido por costumes estrangeiros, deve ser posto na lista dos acessórios de uma comédia que os partidários da castidade original do povo latino gostam de representar. Quem amamenta os gêmeos lendários, Rômulo e Remo, não é uma "loba"? Ou seja, para os historiadores preocupados com a autenticidade, não um animal, mas uma prostituta (lupa em latim)!.

Pois, sempre segundo a tradição, Aca Larência – a mulher do pastor que recolhe ao pé do Palatino as crianças abandonadas – é uma profissional do prazer , uma "loba".

Os romanos da época clássica fizeram também de Aca Larência a heroína de uma outra lenda, dessa feita situada sob o reinado de Anco Márcio. Num dia de festa, o sacristão do templo de Hércules convida o deus para um jogo de dados. O prêmio em disputa: o vencedor ganhará uma refeição e uma prostituta. O cenário é o das tavernas do Subura, onde os jogadores clandestinos fazem apostas; e tal cenário é assim transposto para a Roma primitiva.
Começa o jogo.

A estátua do deus, como é evidente, não podia jogar os dados; o sacristão, então, lhe dá uma ajuda: com a mão direita, ele joga para si mesmo, e, com a esquerda, para o deus.

E Hércules vence.
Fiel a seu empenho, o sacristão prepara uma bela refeição para o deus e tranca no santuário a cortesã mais famosa de Roma, Aca Larência.

Uma vez transcorrida a noite, o deus – para agradecer à jovem – faz com que ela encontre um marido rico. Passando a possuir uma imensa fortuna quando o marido morre, Aca Larência lega-a ao povo romano, com o compromisso de celebrar todos os anos festas em sua homenagem, as Larentalia.

Essas lendas relativas a duas "lobas", nas quais a falta de respeito dá as mãos ao maravilhoso, não teriam interesse para nós se não nos dessem uma representação curiosa da Roma das origens.

Com efeito, elas se passam em um mundo bastante conhecido pelos romanos da época clássica: um mundo onde as mulheres públicas e os jogadores inveterados fazem parte do cenário cotidiano.
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