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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Gente da Nação José Antônio Gonsalves de Mello dicionário biográfico dos judeus Cristãos Novos




Gente da Nação-cristãos Novos e Judeus Em Pe.

José Antônio Gonsalves de Mello

editora: Massangana

ano: 1996

descrição: Gente da Nação, Cristãos Novos e Judeus em Pernambuco(1542-1654).

Apresentação de José E. Mindlin,

Prefácio, pesquisas e Estudos do Historiador Maior "Grão Mestre da Historiografia Pernambucana e Nordestina", como também, o mais vigilante guardião dos valores que ela encerra, o Professor José Antônio Gonsalves de Mello.


552 p. il. (Estudos e pesquisas; n. 65). Inclui dicionário biográfico dos judeus residentes no Nordeste (1630-1654) e índice onomástico.

Estudo da presença de Judeus Portugueses e de uns poucos Ashkenazim vindos dos Países Baixos para o Brasil Holandês.
Parte I - Cristãos-novos em Pernambuco, 1542-1629, com VI Capítulos;
Parte II - A Nação Judaica em Pernambuco, 1630-1654, com IV Capítulos;
Parte III - Gente da Nação Judaica no Brasil Holandês -
Um Dicionário dos Judeus residentes no Nordeste, 1630-1654;


O livro traça um panorama da presença judaica em Pernambuco, sua influência e sua perseguição por parte da Igreja Católica, representada pelo Tribunal da Inquisição, que se instalou no Brasil durante o período colonial.
A perseguição do Tribunal do Santo Ofício na Europa causou a fuga quase em massa de cristãos-novos para a Colônia.
Aqui, por um tempo livres para retornarem à sua fé de origem, tornaram-se donos de engenhos e detentores quase exclusivos da produção açucareira em Pernambuco. Gonsalves de Mello - primo de Gilberto Freyre, professor da Universidade Federal de Pernambuco e estudioso apaixonado pelo Brasil Holandês - discute casos de célebres cristãos-novos denunciados ao Tribunal do Santo Ofício.

Que a Inquisição jamais foi um Tribunal justo, é fato.
Como qualquer pessoa poderia denunciar o outro ao Santo Ofício, o clima de desconfiança era notório. Qualquer denúncia era recebida e averiguada e o denunciado irremediavelmente chamado à presença do Visitador. Não necessariamente nessa ordem.

Bento Teixeira que, sendo cristão-novo, foi denunciado por pessoas com quem tivera sérias questões pessoais. O Bento Teixeira que figura entre os penitenciados da Inquisição no Brasil é o mesmo Bento Teixeira que figura como, segundo a Biblioteca Lusitana, primeiro poeta brasileiro, autor da "Prosopopéia". Bento Teixeira viveu alguns anos em Igarassu e dava aulas à filhos de famílias abastadas. Tinha uma língua ferina, segundo Gonsalves de Mello, e isto somado à esposa adúltera, acabou por levá-lo aos Estaus. Histórias de alcova contam que Bento Teixeira foi o clássico exemplo do corno manso: casara-se na Bahia, onde viera estudar ainda jovem, mas migrou para Pernambuco em busca, além de dinheiro, de sossego para sua fronte. Estabelecido em Olinda como professor, não demorou para que a esposa o traísse. Migrou, por esse motivo, para Igarassu, onde continuou a ensinar. E onde a esposa continuou a "pular a cerca". Foi ela quem acusou o marido de práticas judaicas, acusação que chegou ao conhecimento do Visitador do Santo Ofício através de denúncias de pessoas com quem a esposa de Teixeira o havia traído. Terminou assassinada pelo marido quando - tendo este migrado pela terceira vez em busca de sossego para sua fronte, indo para o Cabo de Santo Agostinho - reinscindiu no adultério, desta vez com um religioso, o Frei Duarte Pereira, tambem fugido da Inquisição em Portugal por seu comportamento nem um pouco recomendável.

Gonsalves de Mello exemplifica a intelectualidade perseguida pela Inquisição na figura de Bento Teixeira. O conhecimento de Teixeira o fazia contestador. Entre seus delitos, está a tradução de passagens da Bíblia, em especial de livros do Velho Testamento, ato totalmente inaceitável numa época de turbulências religiosas. No entanto, segundo Gonsalves de Mello, Bento Teixeira não tomava para si a denúncia de ser um "judaizante". Pelo contrário, afirmava-se firme na fé em Cristo. E para demonstrá-lo, preparou sua própria defesa, em que mostrava seus conhecimentos do Velho e do Novo Testamentos e sua devoção à Igreja Católica. Os testen]munhos favoráveis à Bento Teixeira, vindos de pessoas idôneas de suas relações, não foram suficientes, claro, para evitar que fosse mandado prender pelo Santo Ofício. Enviado para Lisboa, Bento Teixeira permaneceu nos Estaus entre 1596 e 1599. Penitenciado, morreu anônimo em Lisboa apenas um ano após conseguir a liberdade.


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