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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Dom Eugène Cardine Primeiro ano de Canto Gregoriano e Semiologia Gregoriana Trad Eleanor Florence Dewey musicologia etc missa mosteiro cantico ritual



Dom Eugène Cardine

Primeiro ano de Canto Gregoriano e Semiologia Gregoriana.

São Paulo: Attar Editorial,

1989.


descrição: Formato 14x21cm com 350 pag, livro em brochura original, Livro em ótimo estado de conservação.

musicologia.

Entre as mais significativas publicações de cunho musicológico em português do ano de 1989 inclui-se, indubitavelmente, a tradução da obra Première Année de Chant Grégorien e Sémiologie Grégorienne de Dom Eugène Cardine O.S.B. por Eleanor Florence Dewey (Ir. Maria do Redentor, C.S.A.). O livro foi lançado em exemplar edição da Associação Palas Athena do Brasil e Attar Editorial.

Se uma apresentação do renomado gregorianista da Abadia de Solesmes e professor do Istituto Pontificio di Musica Sacra de Roma é desnecessária para todos aqueles interessados no estudo do Canto Gregoriano, o mesmo poderia ser dito a respeito da tradutora, (...) já internacionalmente conhecida pelo seu incansável trabalho pela causa a que se dedica.

No Brasil, Eleanor Florence Dewey já conquistou posição de incontestável realce na história da música sacra do século XX. Em breves palavras, Teresinha Saraiva Schnorrenberg, personalidade que também vem há anos participando com interesse e particular dedicação dos esforços em pról do desenvolvimento dos estudos musicológicos em São Paulo, lembra da formação da eminente gregorianista no Instituto Pio X no Rio de Janeiro (1957-1960), no Istituto Pontificio di Musica Sacra em Roma (término em 1976) e, acima de tudo, de sua longa e profícua convivência como discípular, admiradora e confidente amiga espiritual com o autor da obra que tanto ajuda a difundir. Lembra também da atuação de Eleanor Florence Dewey como professora convidada por Roberto Schnorrenberg, diretor dos Cursos e Festivais Internacionais do Paraná e posteriormente primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Musicologia, para ministrar cursos de Canto Gregoriano em Curitiba nos anos de 1968, 1969, 1970, 1975 e 1976.

Eleanor Florence DeweyEleanor Florence Dewey participou, como convidada da associação pontifícia de música sacra, do grupo representante do Brasil no VII Congresso Internacional de Música Sacra em Bonn, Maria Laach e Colonia, em 1980, e do VIII Congresso Internacional de Música Sacra em Roma, em 1985. Artigos seus foram publicados em obras impressas na Alemanha e no Vaticano (por ex. "Cantate Domino Canticum Novum" , Musices Aptatio 1983, 95-101). Convidada para retornar ao Brasil após a sua ida "definitiva" para a Inglaterra, graças a medidas tomadas pelo ISMPS, fundou o Coral Gregoriano no âmbito das atividades da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo - empreendimento único no gênero e acompanhado com atenção na Europa - e colaborou de forma essencial com os organizadores do Simpósio Internacional "Música Sacra e Cultura Brasileira" (1981).

No prefácio à presente edição brasileira das obras do grande gregorianista, a tradutora expõe clara e concisamente o papel primordial do Canto Gregoriano, sempre reconhecido pelos documentos conciliares e tão pouco observado na prática litúrgico-musical da atualidade. Justifica a edição pela quase total ausência de publicações em português sobre Canto Gregoriano e pela sua utilidade não só para aqueles que queiram dela fazer uso para fins litúrgicos como também para todos os estudiosos que reconheçam o valor histórico e artístico do Gregoriano. Toca, portanto, no problema fundamental de quase todos os campos da Musicologia Aplicada, nomeadamente na questão do relacionamento dos resultados de pesquisas musicológicas para a interpretação.

Essa questão é de extraordinária importância tanto para a Musicologia, cujos esforços também devem ser legitimados pela contribuição que presta à vida musical, como para a disciplina "prática de execução musical", sempre preocupada em superar condicionamentos herdados do passado musical mais recente.


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O Canto Gregoriano é uma variedade da música modal, caracterizado pela monofonia e pelo ritmo livre, composto em sistema diatônico, encontrando suas raízes longínquas nos cantos sacros das sinagogas.

Com a organização da liturgia romana - que se estendeu a toda a Igreja - pelo papa Gregório Magno (c. 540-604), tornou-se por assim dizer o canto oficial da Igreja Católica, utilizado em todas as celebrações litúrgicas.

A melodia gregoriana exerce sobre o ouvinte o efeito de recolher e elevar o espírito. A fluidez da música como que absorve a palavra, mas não a subordina.

Segundo o maior especialista em semiologia gregoriana, Dom Eugène Cardine OSB, mais que uma música vocal, o canto gregoriano é a palavra cantada e sagrada que vem de Deus pela escritura e a ele retorna pelo louvor.

A Liturgia das Horas, celebrada há séculos pelos monges, constitui a oração pública e oficial da Igreja, que prolonga no tempo o louvor a Deus iniciado por Jesus.

A partir do Concílio Vaticano II, não só a celebração em vernáculo foi permitida, como outras formas musicais foram admitidas à Liturgia, de modo que toda a beleza e a força de expressão religiosa do canto gregoriano ficaram gradativamente restritas ao âmbito dos mosteiros.

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