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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Elisabeth Badinter Um Amor Conquistado O Mito do Amor Materno história filosofia maternalidade subjetividade criança Rousseau Freud




Autor: Elisabeth Badinter

Título: Um Amor Conquistado O Mito do Amor Materno

Editora: Nova Fronteira

Ano: 1985 - Páginas: 370


Comentário : Livro em bom estado de conservação, brochura com capa original.

O amor materno não é um sentimento inato, ele não faz parte intrínseca da natureza feminina: é um sentimento que se desenvolve ao sabor das variações sócio econômica da história, e pode existir, ou não, dependendo da época e das circunstâncias materiais em que vivem as mães ? esse os resultado de uma extensa pesquisa histórica desenvolvida por Badinter... Saiba Mais...


Será o amor materno um instinto, uma tendência feminina inata, ou depende, em grande
parte, de um comportamento social, variável de acordo com a época e os costumes? É essa a
pergunta que Elisabeth Badinter procura responder neste livro, desenvolvendo para isso uma
extensa pesquisa histórica, lúcida e desapaixonada, da qual resulta a convicção de que o instinto
materno é um mito, não havendo uma conduta materna universal e necessária.

Ao contrário, a autora constata a extrema variabilidade desse sentimento, segundo a
cultura, as ambições ou as frustrações da mãe. Não pode então fugir à conclusão de que o amor
materno é apenas um sentimento humano como outro qualquer e como tal incerto, frágil e
imperfeito. Pode existir ou não, pode aparecer e desaparecer, mostrar-se forte ou frágil, preferir
um filho ou ser de todos. Contrariando a crença generalizada em nossos dias, ele não está
profundamente inscrito na natureza feminina. Observando-se a evolução das atitudes maternas,
verifica-se que o interesse e a dedicação à criança não existiram em todas as épocas e em todos os
meios sociais. As diferentes maneiras de expressar o amor vão do mais ao menos, passando pelo
nada, ou quase nada.

O amor materno não constitui um sentimento inerente à condição de mulher, ele não é
um determinismo, mas algo que se adquire. Tal como o vemos hoje, é produto da evolução social
desde princípios do século XIX, já que, como o exame dos dados históricos mostra, nos séculos
XVII e XVIII o próprio conceito do amor da mãe aos filhos era outro: as crianças eram
normalmente entregues, desde tenra idade, às amas, para que as criassem, e só voltavam ao lar
depois dos cinco anos. Dessa maneira, como todos os sentimentos humanos, ele varia de acordo
com as flutuações sócioeconômicas da história.

São essas as conclusões a que chega Elisabeth Badinter neste seu controvertido estudo,
que vendeu, quando de seu lançamento na França, mais de meio milhão de exemplares.

Prefácio - I. O AMOR AUSENTE - O longo reinado da autoridade paterna e marital - A condição da criança antes de 1760 - A indiferença materna - II. UM NOVO VALOR: O AMOR MATERNO - Em defesa da criança - A nova mãe - III. O AMOR FORÇADO - O discurso moralizador herdado de Rousseau, ou "Sophie, suas filhas e suas netas" O discurso médico herdado de Freud - As distorções entre o mito e a realidade - PARAÍSO PERDIDO OU REENCONTRADO?

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