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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eu e a Dança (Eros Volúsia) - Revista Continente Editorial

Eu e a Dança

Eros Volúsia

Revista Continente Editorial

1983.


livro em bom estado de conservação,brochura original, ilustrado, coda2-x4,escasso, não perca, saiba mais....
sobre ela Maria Olenewa, disse: “essa garota que acabo de ver se exercitando tem tudo para se tornar uma grande bailarina clássica: boa postura, magnífica cintura, flexibilidade, ballon, firmeza nas piruetas e mãos que falam e são de uma beleza invulgar”.


“O meio humilde em que vivi entre as capoeiragens cotidianas no Morro da Mangueira e os batucagés nostálgicos de Cascadura, quando criança, já me envolvia nesses ritmos no ‘terreiro’ que era vizinho a nossa casa; o Terreiro do famoso João da Luz, o velho ‘babalaô’ atribuía minhas danças a um enviado de Iemanjá!”.


"Um ponto eu divergia de Izadora Duncan: ela não aproveitava o método acadêmico. Os exercícios clássicos realizavam, a meu ver, a afinação do corpo para a harmonia dos movimentos. Produto de um longo e laborioso ecletismo de movimentos internacionais, enriquecido gradativamente com criações e descobertas resultantes de seus próprios exercícios, a chamada escola clássica constitui um método severo, mas na seqüência desse método se revelam predominantes, facilmente reconhecíveis, os elementos folclóricos espanhóis, italianos e hindus(....) A escola clássica dá-nos uma chave de belas atitudes; sirvamo-nos dela para abrir à imaginação criadora, não permitindo que a mesma nos encarcere dentro de seus preceitos. O classicismo coreográfico inspirou-se nas criações anônimas dos povos, é um amálgama de movimentos e passos característicos da dança universal.

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Eros Volúsia (Heros Volúsia Machado) nasceu no Rio de Janeiro em 1914. Filha do poeta Rodolfo Machado e da poetisa Gilka Machado, seus avós maternos também possuíam habilidades artísticas: o avô, Hortênsio da Gama Sousa Melo, era um poeta. Sua avó Teresa Cristina Muniz, era atriz de rádio e teatro.



Bailarina que uniu balé clássico e ritmos brasileiros nos anos 30 e 40, Eros inspirava-se na natureza e na cultura do país, imprimindo na dança, de maneira pioneira, traços das raízes nacionais. Levou pela primeira vez ao mais tradicional reduto clássico do balé, o palco do Teatro Municipal do Rio, nos anos 30, um bailado de contorno popular.

Fez tanto sucesso e era tão bonita que atraiu a atenção da revista americana "Life", tendo sido capa da edição de 22 de setembro de 1941. Até hoje, foi a única sul-americana a estampar a primeira página da conceituada publicação americana. A reportagem rendeu-lhe um convite da Metro Goldwyn Meyer, aceito por ela, para participar de uma comédia da dupla Abbot e Costello, "Rio Rita", de 1942.

As danças místicas do candomblé, os rituais indígenas, o frevo, o maxixe e o maracatu foram algumas das fontes de pesquisa artística da bailarina. Ao levar as danças nacionais folclóricas, assumindo a miscigenação brasileira, para grandes palcos, Eros estava apresentava um trabalho verdadeiramente novo. Professora do Serviço Nacional de Teatro, criou um curso de coreografia, que se tornou o primeiro curso de dança no Brasil a aceitar bailarinos negros.

Dançando o samba na ponta das sapatilhas, imprimindo ginga aos quadris e criando movimentos coreográficos sobre ritmos brasileiros como Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, Brejeiro, de Nazareth e Mignone, Eros Volúsia chamou a atenção no Brasil e no exterior. Um momento decisivo de sua carreira foi a apresentação, no Municipal carioca, em 1937, de uma coreografia solo acompanhada pela orquestra regida por Francisco Mignone. Nos cassinos e boates do país, encantou intelectuais e políticos dos anos 30 e 40, entre eles o presidente Getúlio Vargas.

Um comentário:

  1. tenho grande interesse neste livro, como fazer para obte-lo? agradeço desde já.

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