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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Atraves da Filosofia Renato Kehl Francisco Alves 1946 Superioridade Racial, nazismo, Eugenismo, infertilização forçada, heredologia, Etc.


Através da Filosofia  e Guia Sinóptico de Filosofia

Renato Ferraz Kehl


Livraria Francisco Alves - Rua do Ouvidor, 166.

são os dois livros do Autor encaderndos num volume, capa dura, bom estado de conservação, escasso, não perca saiba mais...



Através da Filosofia
Livraria Francisco Alves - Rua do Ouvidor, 166.
1946
Exemplar de primeira e única edição, escasso, exemplar numerado, não perca saiba mais.
134 pg. capa dura,bom estado de conservação, escasso, não perca saiba mais...

Filosofia e bio-perspectivismo; desenvolvimento histórico, proposições; Biologismo; determinismo;
Primordios da Filosofia; Crise de atitudes filosóficas; Atitudes filosóficas; Contradições em Filosofia; O estudo da filosofia;



Guia Sinóptico de Filosofia: notas de estudo.
Livraria Francisco Alves - Rua do Ouvidor, 166.

1945

Exemplar de primeira e única edição, escasso, não perca saiba mais.
134 pg. capa dura,bom estado de conservação, escasso, não perca saiba mais...

Principais doutrinas; sinopses rememorativas; Filosofia na india, Filosofia na china, Filosofia na persia, filosofia na grecia; na renascença; nos tempos modernos; na época contemporanea; de 1900 a 1944;




Tratam-se de grande clássico de caráter universal primordial para a educação.

Possui texto de fácil entendimento que estimula o leitor a pensar e refletir sobre o tema proposto.


1ª e únicas edição destes raros exemplares e documentos que atestam a fina flor da reflexão ideologia e intelectual sobre o eugenismo entre nós e sua tentativa de afirmação e de institucionalização, um livro que deve ser estudado, relido e analisado para a construção de um Brasil mais ameno, se quisermos.



Segundo Kehl, era necessário propagar a afirmação "cartesiana" de que cumpria à medicina a solução dos problemas que mais interessam "á grandeza e á felicidade dos habitantes deste planeta", porque "só ela, pela higiene, o mais belo florão da sua coroa", poderia promover o bem-estar físico e moral e a evolução somática e intelectual da humanidade.



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Sobr eo AUtor: Renato Kehl é o principal nome do Eugenismo Brasileiro.


A eugenia tropical: ou Brasil nos passos do arianismo do inicio do Século XX.


Uma das principais marcas do discurso de Kehl era o seu pessimismo quanto ao futuro da nação brasileira. Para ele, a miscigenação racial conduzia o Brasil para uma catástrofe.

Assim, somente com procedimentos eugênicos, como a educação higiênica e a esterilização o país poderia tornar-se uma nação moderna e próspera.

Defensor de exames médicos que autorizariam ou não o casamento e a geração de filhos, Kehl alertava que essas medidas poderiam ser inócuas para a constituição de uma espécie hígida.

A esterilização deveria ser aplicada de forma compulsória e permanente. Renato Kehl afirmava a competência técnica dos médicos para efetuar uma seleção “eugênica”, no momento histórico em que esta categoria reivindicava uma projeção política na formação social brasileira.


Eugenia é a ciência da boa geração. Ela não visa, como parecerá a muitos, unicamente proteger a humanidade do cogumelar de gentes feias. Seus objetivos não se restringem à calipedia, isto é ter filhos bonitos. A beleza é um ideal eugênico. Mas a ciência de Galton não tem horizontes limitados; ao contrário, seus intuitos além de complexos são de uma maior elevação...

Segundo Kehl, era necessário propagar a afirmação "cartesiana" de que cumpria à medicina a solução dos problemas que mais interessam "á grandeza e á felicidade dos habitantes deste planeta", porque "só ela, pela higiene, o mais belo florão da sua coroa", poderia promover o bem-estar físico e moral e a evolução somática e intelectual da humanidade.

Ao apresentar a primeira "pílula da vida", o eugenista tropical, apoiando-se no francês Lacassagne, tratava de definir a higiene como: Arte de conservar a saude, e si é verdade, como diz a sabedoria antiga, que a saude é o primeiro dos bens, a hygiene deve ser a primeira das artes.

Sim é arte e não sciencia; representa a aplicação de todos os conhecimentos com o objectivo coordenado de proteger a saude, prolongando a vida dentro dos limites optimos de sua duração normal. E é arte victoriosa, conseguindo aos poucos expurgar o planeta das pestes, das infecções, sanear regiões insalubres, valorizar o solo e beneficiar a vida humana em todos os sentidos.

A procura da verdadeira nação brasileira não esteve presente apenas na produção literária.

O discurso científico também proporcionou ao debate novos argumentos. No início do século XX, a eugenia explicava o país e tentava transformá-lo.

Para o pensamento social hegemônico na época, fortemente influenciado pelo “eugenismo”, não tínhamos conhecido o desenvolvimento econômico e social de outras nações porque fatores como o clima e a “mistura” com raças inferiores haviam gerado uma população preguiçosa, indisciplinada e pouco inteligente.

Esta inferioridade biológica seria a causa da inadaptabilidade à sociedade moderna e industrial.


Médico, farmacêutico e eugenista, Kehl gesta, no interior de suas obras discussões sobre diversos temas, dentre eles: maternidade, Educação, Higiene, Saneamento e a Educação Física.

Nascido em Limeira, interior de São Paulo, formou-se em Farmácia, em 1909, pela Escola de Farmácia de São Paulo, e em Medicina em 1915, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, títulos que lhe conferiram status e o auxiliaram a dar voz à Ciência Eugenia.

Constituída como movimento político-científico que visava a melhoraria da condição racial, a Eugenia estava fadada ao desenvolvimento da espécie.

No Brasil, por volta do início da década de 1910, esta ciência ganhou alguns adeptos dizendo ser a salvação para o caso de multi-raças que aqui se instaurara.

A herança da política escravocrata, somada à intensa imigração européia e posteriormente japonesa, fez com que os olhares da elite letrada recaíssem no desânimo.

A Eugenia seria a ciência capaz de curar os males produzidos pela miscigenação, pelo negro, pelo  índio, pelos italianos e japoneses.

Muito mais que regenerar racialmente a população brasileira, a
Eugenia carregava, em seus preceitos, ares de um civismo europeu que aportaria neste país para endireitar corpos e embelezar o povo.

As investidas dessa Ciência, no Brasil, começam a surgir, de forma mais sistemática, por volta da segunda metade da década de 1910. Em 1918, Renato Kehl, juntamente com Arnaldo Vieira de Carvalho, funda a Sociedade Eugênica de São Paulo, um marco do movimento eugênico brasileiro e importante conquista de Kehl em direção a seu projeto de vulgarização dessa Ciência.


Nesse período foram editados seus primeiros livros cujos conteúdos estão encharcados de ensinamentos, valores e normas morais daquele tempo.

Nos primeiros anos da década 1920, Kehl, nos textos que produziu sobre a educação física, imprime, juntamente com as leis “naturais” do crescimento e desenvolvimento, da Fisiologia e da hereditariedade, elementos disciplinares, modos de ser e de se portar.

Suas obras revelam-se tal qual um compêndio pedagógico que ensina pressupostos de raça, classe, gênero, constituindo, assim, modos de ser homens, mulheres, mães, pais, filhos, cidadãos...

Autorizado pela competência médica e pelas relações político-intelectuais que construiu, este eugenista elege como referentes os corpos de mulheres belas, magras e elegantes, localizando nas margens as gordas, inativas e falsas.


A eugenia se propõe a discutir possibilidades de melhoramento, via artifício.
 Melhorar a raça eliminando o elemento inferior presente em nosso país, tal como todos nós sabemos, fizeram os Nazistas na decada de 40, seguindo os eugenistas nrte-americanos e europeus na década de 20, só aí daria panao pra manga, o assunto vai longe .... Livro imperdível....

Renato Ferraz Kehl 1889-1974


Nasceu em 22 de agosto de 1889, em Limeira (SP), filho de Joaquim Maynert Kehl e Rita de Cássia Ferraz Kehl.

Formou-se aos vinte anos pela Escola de Farmácia de São Paulo e posteriormente, em 1915, doutorou-se em medicina na Universidade do Brasil.

Exerceu a clínica em São Paulo durante alguns anos. Interessou-se pelos princípios da eugenia e fundou em 1918 a Sociedade Eugênica de São Paulo, com 140 médicos.

Lutando pela difusão e implantação das ideias eugênicas, realizou conferências no Brasil, publicou cerca de trinta livros e inúmeros artigos em jornais. Durante alguns anos exerceu o cargo de inspetor sanitário rural do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP), no qual organizou o Serviço de Educação Sanitária ligado à Inspetoria da Lepra e das Doenças Venéreas, tendo sido também o criador do Museu de Higiene, apresentado por esse serviço nas Comemorações do Centenário da Independência, em 1922.

Nesse Museu realizou uma exposição da campanha educativa e sanitária que deveria ser instalada no país, na qual incluiu objetos e fotografias que mostravam as habitações típicas das áreas rurais infestadas de insetos transmissores de doenças.

No Departamento de Saneamento e Profilaxia Rural do DNSP trabalhou entre 1919 e 1922 como inspetor sanitário rural e chefe do posto de Meriti (RJ), e depois passou para o Serviço de Educação e Propaganda Sanitária, de 1923 a 1924.

Tendo se exonerado do cargo de inspetor sanitário do DNSP, ingressou na empresa Bayer, a princípio como farmacêutico e depois como diretor. Nessa companhia dirigiu durante muitos anos os periódicos Os Farmacêuticos Brasileiros e Revista Terapêutica, que circulavam largamente entre os médicos de todo o país. Em 1933 ingressou na Academia Nacional de Medicina.

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