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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Osvaldo Orico Seiva - Capa de Santa Rosa. Belem. Para. Literatura Modernismo.



Seiva - Capa de Santa Rosa
Osvaldo Orico
Comanhia Editora Nacional, São Paulo, 1937

Livro Usado, em muito bom estado, 220 páginas, 13 x 19 cm.
Capa dura, mateve-se a muito linda capa de Santa Rosa, o que só valoriza ainda mais a obra.

Inclui um muito interessante glossário de termos regionais utilizados na obra, como era o costume nos escritos do comeco do século passado.
Contém ainda uma lista de obras do autor. Assuntos abordados na obra: Literatura brasileira. Literatura Social. Regionalismo da década e Geração de 30.
Este singular e soberbo exemplar pertenceu a um fraterno e ilustrado poeta, que será devidamente revelado ao futuro possuidor, saiba mais...

Há uma divisão na obra em 7 capitulos. Há ainda 14 curiosas marcas distribuidas no canto inferior de 14 páginas do livro, saiba mais...

Há neste exemplar, a título de curiosidade e souvenir, uma nota escrita à mão ao Ilmo. Sr. Salomão Leiguer, comerciante do Bom Retiro, datada de Agosto de 1937. O papel usado para a dita nota é o anverso de um recibo pertencente à "Casa Ideal de Mauricio Futerman" impresso para a decada de 193_, e é o próprio M. F. quem assina a nota manuscrita.

Primeira edição do primeiro e único romance desse renomado e modernista autor da região amazonica, exemplar numerado.
Fascinação. O gaiola. Transformação. Mundo verde. Feitiço. Macareu. Eldorado.

"Seiva é o romance novo da Amazônia, o conflito entre o braço e a maquina, o choque entre o vencedor e os martires. Literariamente, representa a reação do estilo contra o calão em que está degenerando a linguagem escrita."

André Carrazzoni no prefácio de RECEPÇÃO...(1938) diz que Osvado Orico foi:

"trabalhador sem repouso, não sabendo ceder ao insucesso, sem se ensoberbecer das vitórias, rasgou na mata heroicamente a larga clareira do seu destino. Na planície da infância obscura já lhe madrugava o raio de luz do homem predestinado a subir e a vencer a montanha. Não se explica uma vocação, como a do escritor paraense, só pelo conjunto dos imponderáveis mas, sobretudo, pelo milagre da auto-capacidade, pela inflexível disciplina da aspiração, pelo severo exercício de suas aptidões, por uma permanente polícia de si mesmo. Podia ter lágrimas de perdão para todos os companheiros da rota que fraquejaram, segundo uma filosofia de indulgência e de piedade - menos diante dos seus próprios desfalecimentos. Eis a chave de sua vitória. Risonho, compreensivo, amável, este batalhador de ânimo jovial, praticou o ascetismo de sua ascensão".

Dele disse Jorge Amado:
'Em todas as narrativas perpassa o riso do autor, divertindo-se com as peripécias da vida, da vida política ou da vida da gente pobre e trabalhadora, nem por pobre menos pícara...'

Osvaldo Orico, (29/12/1900 ? 19/02/1981), nasceu em Belém, PA, tendo sido professor, diplomata, poeta, contista, romancista, biógrafo e ensaísta. Foi eleito em 28 de outubro de 1937 para a Cadeira nº. 10, na Academia Brasileira de Letras. Exerceu diversos cargos relacionados ao magistério e à cultura. Serviu como diplomata em Santiago do Chile, Buenos Aires, Haia e Beirute; foi delegado adjunto na Unesco, conselheiro comercial da Embaixada do Brasil na Espanha e na Bélgica; deputado federal pelo Estado do Pará; ministro para Assuntos Econômicos na ONU; ministro do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, com sede em Paris.
Era membro do Instituto Histórico do Pará; da Academia Portuguesa da História; da Academia das Ciências de Lisboa; da Real Academia Espanhola e da Academia da Latinidade, de Roma.
É pai da famosa artista brasileira Vanja Orico.


Obras:

Dança dos pirilampos, poesia (1923);
Coroa dos humildes, poesia (1924);
Arte de esquecer, ensaio (1927);
Grinalda, poesia (1928);
O melhor meio de disseminar o ensino primário no Brasil, ensaio (1928);
Vida de José de Alencar, biografia (1929);
Contos e lendas do Brasil, folclore (1929);
Mitos ameríndios, folclore (1929);
O demônio da Regência, ensaio (1930);
O tigre da Abolição, biografia (1931);
Evaristo da Veiga e sua época, biografia (1931);
O Condestável do Império, biografia (1933);
Contos da Mãe Preta (estórias do folclore adaptadas à leitura das crianças), s.d.;
Histórias de Pai João (estórias do folclore adaptadas à leitura de crianças), s.d.;
Viagem de Papá Noel, conto (1934);
Mãe da Lua, folclore (1934);
Silveira Martins e sua época, biografia (1935);
Vocabulário de crendices amazônicas, folclore (1937);
Seiva, romance (1937);
Vinha do Senhor, contos (1939);
A saudade brasileira, estudo (1940);
Joana Maluca, contos (1940);
Mundo ajoelhado, contos (1942);
Da forja à Academia, memórias (1954);
Brasil, capital Brasília, edição trilíngüe: em português, francês e inglês (1950);
Feitiço do Rio, poesias, edição bilíngüe: em português e francês (1958);
Marabaxo, contos (1960);
Rui, o mito e o mico Réplica à obra da calúnia (1965);
Grãos da sabedoria, ensaio (1965);
Cozinha amazônica: uma autobiografia do paladar (1972);
Don Juan ou o demônio do sexo, ensaio (1973);
O feiticeiro de São Borja: o fino da bossa no humor de Getúlio Vargas, biografia (1976);
José de Alencar. Patriarca do romance brasileiro, ensaio (1977; 2a ed., revista, de Vida de José de Alencar.);
Camões e Cervantes: semelhanças da vida e dessemelhanças da obra, ensaio (1980).
A vida imita os contos – póstumo - (1995).

(Fonte: Academia Brasileira de Letras).




Osvaldo Orico um dos mais inteligentes escritores brasileiro. Seus pais foram Manoel Félix Orico e Blandina Orico. Osvaldo Orico estudou no Colégio Paes de Carvalho em Belém. Ingressou no jornalismo, sendo repórter no jornal O Estado do Pará, tornando-se redator em 1918.Foi também um dos editores da revista Guajarina, responsável pela eclosão do movimento Modernista no Pará.

Em 1919 foi para o Rio de Janeiro, onde formou-se em Direito e ingressou na vida diplomática. Primeiramente dedicou-se ao magistério, sendo professor da Escola Normal no período de 1920 a 1932.

Osvaldo Orico pertenceu à Academia Paraense de Letras (1936-1937), na qual ocupou a cadeira n° 38, cujo patrono foi Luís Tito Franco de Almeida.

Aos 36 anos, ingressou na Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira n° 10, na sucessão de Laudelino Freire, onde foi recebido pelo acadêmico Claúdio de Souza em 9 de abril de 1938.

Foi sócio correspondente de outras academias como a de Latinidade, em Roma, da Academia Portuguesa de História, da de Ciências de Lisboa. E ainda foi integrante do corpo diplomático brasileiro.

Teve alguns livros traduzidos e deixou vários escritos inéditos.



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