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segunda-feira, 13 de julho de 2009

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Vasconcelos Deserdados Ceará Costumes Amazônia Borracha.

Título: Deserdados. Romance de costumes do Ceará e da Amazonia.

Autor: Carlos de Vasconcelos

Ano: 1922

Editora: Rio de Janeiro. Livraria Leite Ribeiro.

Livro em muito bom estado de conservação, com linda encadernação em couro, manteve-se a linda capa brochura original. Capa rigidas, páginas rígidas e limpas, em ótimo estado apesar da idade do livro, uma pérola. Exemplar digno de uma biblioteca especializada no assunto, escasso, não perca, saiba mias ....

Interessante exemplar com 315 págs + x páginas de análise crítica da obra, e Exórdio.

Com o retrato do autor.




Com um antigo e precioso vocabulário de termos regionais e de época utilizados pelo autor.

Literatura brasileira, regionalismo, histórico, amazônico com a influência cearense, Epopéia cearense numa Amazônia pouco conhecida em nossos dias.

Deserdados. essa obra pretende mostrar em suas linhas originalíssimas, a vida amazônica que Rodolfo Teófilo, Alberto Rangel e Euclides da Cunha apenas esboçaram o primeiro por falta de conhecimento direto do meio, e os dois outros talvez por motivo de sua exígua permanência no interior.


Com pareceres crítico de entre outro: Alves de Souza; Gastão Penalva; Rodolpho Machado; C. Malheiro Dias; Tristão de Athayde; Augusto de Lima; João do Rio; Ribeiro Couto; João do Norte; Raymundo Moraes...

De todo modo trata-se de um importantíssimo registro histórico de um Brasil que ainda hoje pouco habita as páginas nacionais, a luta no baixo relevo das realidades cotidianos, sem mistificação, sem romantização, sem fantasia, ou seja a obra aborda a realidade tal qual ela está expressa: nua.

Ao sol do Cerará; Sobre as aguas; Escravizado!; Rumo ao Acre; Profissão de Fé; Num mundo de assombramentos; Aos azares da Sorte; Caça a femea; Uma necropsia horrorifera; Funebre encontro; A agonia do Seringueiro; Tiro pela culatra; O levante dos espoliados; dos desalentos ao desespero; transfiguração.

Um verdadeiro documentário de época sobre a turbulenta região amazônica da época, dentre outros assuntos vemos: conflitos em torno dos seringais, época aurea da Borracha, tratos hipotecários corruptos Estado do Amazonas, Conflitos acreanos, Atuação dos banqueiros na região;


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Carlos Carneiro Leão de VASCONCELOS



Filho do Dr. Antonio Augusto de Vasconcellos e de D.a Cesaria C. Leão de Vasconcellos, nasceu em Granja a 11 de Setembro de 1881.

Fez alguns preparatórios no Lyceu e terminou no Recife, em cuja Faculdade de Engenharia se matriculou em 1896. Em 1899 tirou a carta de Engenheiro Geographo e seguiu para o Amazonas.

Trabalhou em demarcações no Rio Purús até 1901.

Em 1902 seguiu para o Rio de Janeiro e na Escola Polytechnica completou os estudos recebendo a carta de Engenheiro Civil e a de Bacharel em sciencias physicas e mathematicas a que tem direito todo aquelle que não teve nota de simplesmente durante o curso.

Voltou para o Amazonas e depois de dous annos de trabalhos no Rio Yaco seguiu para Rio de Janeiro afim de defender os direitos dos seus constituintes quanto á propriedade tias suas terras na zona do Acre e Alto Purús.
Ao ser apresentado no Congresso o projecto do deputado Dr. Francisco Sá, creando o Estado do Acre, o Dr. Carlos de Vasconcellos travou porfiada discussão nos jornaes. defendendo clito projecto e publicou dous opúsculos, assás elogiados por toda imprensa, sob os títulos:
— O Acre e os Acreanos. Impostos e A anexarão. O Estado. Rio de Janeiro, Typ. do “jornal do Commercio”, de Rodrigues & C.a, 1906.
— O Estado do Acre. Artigos publicados no “ Jornal do Commercio” de 2, 4, 6, 9 e 11 de Janeiro de 1906, Rio cie Janeiro, Typ. do “jornal do Commercio” de Rodrigues & Ca, 1906, folheto de 36 pp.
—Pro Patria, 1908, New-York. O Dr. Carlos cie Vasconcellos publicara anteriormente uma Memoria apresentada ao Ex.,mo Snr. Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil e intitulada As Terras e Propriedades do Acre, Rio de janeiro. Typ, da Papelaria União, rua do Ouvidor 43, 1905.

Accrescentar á bibliographia

—Cartas da America, 20 capítulos, 162 pp., Typ. Ferreira, 1912. Com o retrato do autor.

—Cartas da Europa, 1913. Ajuntar á bibliographia:

—Plácido de Castro. Notas inéditas sobre a revolução acreana, escriptas pelo libertador do Acre e Conferencia sobre a vida e a obra do heróe acreano, realisada no Theatro Municipal a 11 de Agosto de 1911, 3.° anniversario de sua morte, pelo Dr. Carlos de Vasconcellos, Rio de Janeiro, Typ. do “Jornal do Commercio”, de Rodrigues & C.a, 1911.

—Cartas da America, 1906-1908. Lisboa, Livraria Ferreira, Ferreira L.Ja Editores, rua Áurea, 132 a 138, 1912.

—Notas da Europa, 1913, e não Cartas da Europa, como sahiu á pag. 409 do 2.° vol.

—Roosevelt, Acre-Brazil, 1914. É dedicado ao povo do nica paiz. In-8.°, 40 pp.

— A loucura do Kaiser (Agonia 4° Império), Rio ae Janeiro, 1914.

— A tragedia divina, poema em 24 sonetos e outros tantos trechos em prosa, Rio de Janeiro, 1915, com illustrações do lápis de Kalixto. O assumpto do livro, offensivo á moral christã e á verdade histórica, e tanto que Carlos de Vasconcellos não o assignou antes o apresentou sob a auctoria de Costa Victor, é o amor de Christo por Maria Magdalena.

—Manifesto ao Eleitorado do 2.° districto e contestação apresentada á Camara dos Deputados em sustentação da nullidade das eleições procedidas no Ceará, Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1915.

As Terras. e Propriedades do Acre (1905);
O Acre e os Acreanos - Impostos e Anexação (1906);
O Estado do Acre (1906);
Pro-Pátria (1908, editado em Nova.Iorque);
Cartas da América (1912);
Impressões da Europa (1914);
A Loucura do Kaiser (1914);
Antonieta Rudge.(1916);
Casados... na América (1920);
Torturas do Desejo (1922).

Deixou várias obras inéditas. Morreu no Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 1923.




Temos condição de conseguir muitos outros títulos sobre o assunto. Diga-nos quais você precisa e lhe daremos a resposta.



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