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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Apólogo Dialogais Francisco Manuel Mello com uma notícia da vida e escriptos do author por Alexandre Herculano




Apólogo Dialogais

Francisco Manuel de Mello

editora: Escriptorio - Rua dos Retrozeiros,147.

ano: 1900

descrição: livro em bom estado de conservação, linda capa dura em couro lombada e cantos, com letras douradas na lombada, uma pérola, clássico, em escasso.

Lisboa,1900. - em três volumes, com 134p. 131p, 130p. encadernados em 1 tomo, boa conservação geral.

Há algumas notas à lápis feitas nas margens, do antigo e erudito dono.


com uma notícia da vida e escriptos do author por Alexandre Herculano.


Apólogos Dialogais

Os quatro “Apólogos Dialogais”, de 1721, juntam várias obras: textos de crítica social e moral (“Relógios Falantes”, “Escritório do Avarento”, “Visita das Fontes”) e de crítica literária (“Hospital das Letras”, escrito em 1657, é considerado a primeira obra de crítica literária verdadeiramente estruturada, em português).


Os apólogos, considerados pelo próprio D. Francisco como obras “esquisitas”, consistem em diálogos entre objectos (excepto o “Hospital de Letras”, onde o diálogo é estabelecido entre os autores Trajano Bocalino, Justo Lípsio, Francisco Quevedo e o próprio D. Francisco Manuel de Melo), muito apreciados pelo seu refinamento palaciano e ironias subtis. O autor serve-se para fazer uma crítica de costumes não demasiado corrosiva, diplomática, até, ainda que recorrendo à sátira.

Em “Relógios falantes” o autor põe a discutir dois relógios de igreja - da Igreja das Chagas e da vila de Belas, representando a cidade e o campo – de forma a fazer ressaltar que em todos os sítios onde vivem homens (seja no meio campesino ou no meio urbano) existe hipocrisia e frivolidade.

Em “Escritório do Avarento” são quatro moedas, numa gaveta de um avarento, que discutem a corrupção.

E “Visita das fontes”, conversam a Fonte Nova do Terreiro do Paço, a Fonte Velha do Rossio, a Estátua de Apolo, que ornamenta a primeira e o sentinela que guarda a fonte. Aqui, num lugar bastante concorrido da época, são classificados os transeuntes consoante os seus vícios, fazendo-se um retrato satírico da sociedade lisboeta da época.

No “Hospital de Letras”, além de se apontarem defeitos dos autores nacionais, são elogiados Gil Vicente, Sá de Miranda, Luís de Camões, António Ribeiro Chiado, Jorge Ferreira de Vasconcelos, entre outros.

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