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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Mario Pinto Serva Pátria Nova 1ª edição 1922 educador educação popular historia brasil pedagogia




Mario Pinto Serva

Pátria Nova

1ª edição

1922

Editora: Melhoramentos


A obra trás dados a forma de pensar pertinentes a outros estudos do que seria necessário para a criação de uma Pátria Nova. Trasendo à nossa realidade, pontos de vistas diferenciados a este estudo. Obra em bom estado de conservação. 156 Páginas. coa1b-x4, escasso, não perca, saiba mais...

Mario Pinto Serva foi jornalista a vida toda, lutava por causas iluministas, foi o líder da campanha e, deputado eleito para a Constituinte de 1934, autor das leis do Voto Secreto e da Alfabetização Obrigatória.

Mário Pinto Serva foi jornalista e político brasileiro. Nasceu em São Paulo, em 1881, e faleceu em 1962. Fundou a Liga Nacionalista, o Partido Democrático e também o Partido Constitucionalista. Participou das revoluções de 1930 e 1932. Suas principais obras são: Comunismo e Democracia, A Pátria Nova, A Renovação Mental do Brasil e A Educação Nacional, livro publicado pela primeira vez em 1924.



Serva foi um dos pensadores expoentes que bem delineou as bases do discurso que defende a tese de que a educação seria o elemento modernizador da sociedade. Seu argumento se constrói em defesa da idéia de que a modernização nacional também dependia da consolidação da democracia, o que se faria à medida que a ignorância do povo fosse, pela educação, aplacada.

Serva defende essa idéia quando diz: “A evolução da civilização brasileira até aqui tem sido comparável à marcha do carro de boi”. O problema vital para a formação da civilização brasileira, segundo as reflexões do autor, residia no despertar das consciências, o que teria como conseqüência a construção definitiva da pátria brasileira. A sociedade brasileira, no início do século XX, apresentava-se atrasada. Diante dessa premissa, seu discurso defende,
a necessidade de educação em um sentido amplo, que abranja todos os brasileiros, que levante o nível de todas as classes, que leve a todos os cérebros, sem excepção, a luz do saber, que alcance a todos quantos vivem e respiram sob as cintilações do Cruzeiro do Sul ... A educação é o meio de habilitar o homem a ser feliz, corrigindo-lhe os defeitos e aperfeiçoando-lhe as qualidades naturaes.

Superar o atraso do país, romper definitivamente com a “ignorância reinante” no Brasil era uma tarefa que somente a educação, com seus fundamentos e com suas finalidades bem delineadas, poderia cumprir.

Denunciar a verdade social brasileira, para que se pudesse perceber a importância de uma educação tipicamente nacional, era preciso! Constatar que o século que completava a existência nacional havia sido falho, era preciso! Preocupar-se em desnudar as demandas da vida do, recém-nascido, brasileiro, era preciso! Por isso indagava Serva: “Que é que se fez nesses cem annos pela saúde, pelo bem estar, pelo preparo, pela instrução, pela cultura do povo brasileiro?” Denotando indignação, o autor enfatizava seus ideais, questionando:

a saber o que é que se fez em bem do povo brasileiro nos cem annos decorridos. Como se encontram actualmente os brasileiros, physica, moral e intellectualmente? Em que estado de saúde, de cultura e de progresso civico?.

O Brasil já havia cumprido a tarefa de constituir-se em uma República; territorialmente, a sociedade brasileira já existia. “Confeccionar” o povo brasileiro, com características cívicas que fizessem do país uma nação brasileira era o desafio, para o qual, e pelo qual, o projeto de democratização deveria se configurar.

Os males sociais do Brasil residiam, primordialmente, na falta de instrução; apregoava-se o alfabeto como chave da civilização. Garantia-se, discursivamente, que sem o “alphabeto” não haveria no mundo civilização, nem “sciencia”, nem progresso, nem cultura, nem civismo, nem patriotismo.



A única saída para o país seria a construção de um projeto de educação nacional, apresentado como redentor. Para Serva, a grande necessidade do país era começar o trabalho de educar a grande massa do povo. Essa seria a chave para o avanço social.

Pela via educacional o país se faria “civilizado” e “avançado”. Existia apenas um grande dever naquele momento, o de “difundir a educação em todas as classes do povo brasileiro”.

Essa era a essência do projeto que Mário Pinto Serva propunha como saída para a crise social vivida pelo Brasil e seus nascentes brasileiros. O primeiro passo era educar a sociedade! Civilizar o povo! Assim, os vários segmentos sociais desenvolver-se-iam naturalmente. A educação seria condição “sine qua non” para o progresso social, e a organização das instituições educativas constituía-se em espinha dorsal da nacionalidade.

Pretendia Serva que o povo brasileiro, por meio do ensino, do aprendizado, se tornasse patriota a ponto de lutar por um ideal nacional, pelas riquezas nacionais; enfim, por tudo aquilo que pudesse fazer do Brasil uma nação civilizada. Integrar os brasileiros ao Brasil, fazer de cada indivíduo um ser capaz eram propósitos que deveriam nortear o trabalho educacional, para desenvolver mais rápida e facilmente a pátria brasileira.

No bojo da necessidade educacional, Serva aponta a cultura como uma grande aliada para sanar dificuldades no ato de veicular uma obra de dignificação moral, e, portanto, de sabedoria entre os homens. Essa seria uma das grandes armas na luta contra a situação em que se encontrava o país. Para que isso se realizasse, todos os homens deveriam, necessariamente, instruir-se. É o que o autor em tela nos coloca a pensar, quando afirma:

qualquer que seja o fim que tenhamos em vista nós não poderemos conhecel-o e alcançal-o sinão com o desenvolvimento progressivo e com o exercício das nossas faculdades intellectuaes [...] O dever de todo homem é melhorar-se, é elevar-se, e para isso só ha um meio, simples e fácil-lêr o que de melhor se disse e se pensou na humanidade inteira, em sciencia, arte e philosophiia.

Apesar de expressar claramente sua compreensão sobre o caminho a ser seguido pela civilização brasileira, ele também demonstrava sua percepção sobre o quanto esse projeto se apresentava difícil e por vezes moroso, lento:

é preciso modificar a mentalidade secular do brasileiro, é preciso arranca-lo ao torpor da vida contemplativa, ociosa e inutil, transforma-lo em um homem de acção, esforçado, previdente e resoluto, acompanhando os acontecimentos mundiais e orientando-se rápida e promptamente.

É retomada, uma vez mais, a fala do autor com o objetivo de reafirmar que o projeto educacional do início do século pautava-se na esperança de que o progresso, naturalmente decorrente da educação do povo, viesse a consolidar no Brasil uma nação de brasileiros, pois:

um paiz em que o povo não tem preparo elementar é naturalmente um paiz condemnado a estacionar, emquanto os outros marcham acceleradamente na senda da mais segura evolução.

A cultura possibilitaria, por seu fazer, o desenvolvimento do intelecto humano. Um indivíduo intelectualmente instruído seria capaz de percepções criativas, de ações perseverantes, eficazes no combate à ignorância social.


O que há de fundamental na obra de Serva, por ser elemento iluminador para a reflexão, é o fato de considerar, a criação de um sistema educacional, que abrangesse toda a população necessitada, como instrumento de modernização, de transformação social.


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