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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Vida ociosa Godofredo Rangel Monteiro Lobato Grupo Minarete Belenzinho Literatura Santa rita do sapucai

Vida ociosa: romance da vida mineira.

Godofredo Rangel

Monteiro Lobato & Cia. Editores

1920

livro em capa dura original, lombada reforçada por antigo dono, bom estado geral de conservação, livro curiosissimo, vide com atenção as paginas perto de 75 a 92, fica aí a dica aos curiosos e bibliófilos sobre o que estava aprontando o 'neofito' editor Monteiro Lobato, exemplar com o carimbo do antigo dono, nínguém menos que o bibliófilo e crítico literário de começo de século o JJA, que deixou algumas dicas em forma de grifos a lapis, exemplar contém ainda um raro carimbo em alto-relevo, também chamado chancela, da extinta Casa Genoud de Campinas.



O fato que, primeiramente, tornou o nome Godofredo Rangel conhecido de um público mais amplo foi o mesmo que dificultou uma divulgação maior de sua excelente obra literária: sendo, por mais de 40 anos, o destinatário das cartas de Monteiro Lobato que compuseram o volume ‘A Barca de Gleyre’ (fundamental para a compreensão não só desse autor e de seu tempo, mas de toda cultura brasileira), tal acontecimento, por ironia do destino, acabou fixando-o em um lugar que só nos últimos anos vem sendo revisitado.

Em função da grande admiração sentida por Rangel, um escritor do porte de Autran Dourado, em ‘O Artista Aprendiz’, chegou a transformá-lo em personagem.

“Acabo de ler a última parte de “Vida Ociosa” e corro ao papel para que nada se perca do calor da primeira impressão. Confesso que as partes anteriores me deram suspeita de que em vez de um romance com desenlace a coisa te saísse como uma simples crônica da vida roceira. Enganei-me. Parabéns! Enfim, Rangel, estás consagrado no nosso grupo como o grande romancista que o país esperava  - a nossa roda sabe o que diz, e o que ela diz é a opinião de amanhã. Queres negociar comigo a publicação de Vida Ociosa? O Monteiro Lobato editor do Godofredo Rangel – que maravilha!”



O estilo impecável, a maestria da composição, a visada psicológica e a típica ironia do autor de ‘Vida Ociosa’ se apropriaram de elementos autobiográficos para transformá-los em ficção: como já foi dito, políticos, pessoas comuns, carcereiros, encrenqueiros, sentenciados conformistas e outros saem da experiência de vida desse juiz de direito de cidades do interior para entrar nas páginas freqüentemente comparadas às de Machado de Assis. 

obrasFalange Gloriosa (1917)
Vida Ociosa (1920)
Andorinhas (1921)
A Filha (1929)
Os Humildes (1944)
Os Bem Casados (s. d.) Godofredo Rangel nasceu em 21 de novembro de 1884, filho de João Sílvio de Moura Rangel e Clara Augusta Gorgulho Rangel. De 1884 a 1886, reside com os pais em Três Corações e Carmo de Minas (ex-Silvestre Ferraz), em Minas Gerais. Aos 12 anos já escrevia, desde pequenos jornais manuscritos, com noticiários, páginas literárias, até peças de teatro nas quais atuou muitas vezes com papéis femininos. Com a morte do pai, Godofredo se mudou, entre 1886 e 1902, para São Paulo, onde estudou no Colégio Oficial e ingressou na Faculdade de Direito das Arcadas - USP. Nessa época, mediante as dificuldades financeiras da família, começou a trabalhar como escrivão de subdelegacia em um Posto Policial, em 1902. Em um de seus plantões conheceu o jovem poeta Ricardo Gonçalves. Rangel foi transferido, algum tempo depois, para Belenzinho, onde alugou um chalé, na Rua 21 de Abril, endereço que ficou conhecido como “Minarete”, uma república de estudantes, onde seria a sede do “Cenáculo”, quando Godofredo conheceu Monteiro Lobato, Lino Moreira, Tito Lívio Brasil, Albino Camargo, Cândido Negreiros, Raul de Freitas e José Antonio Nogueira. Começam a freqüentar o Café Guarany, onde têm mesa cativa, centro da boemia literária do grupo. Em 1903 inicia a correspondência com Lobato que irá, mais tarde, constituir o livro “A Barca de Gleyre”. É nesse ano que surge, também, o jornal “Minarete”, de Pindamonhangaba, de propriedade de Benjamim Pinheiro, que durou até 1907, e vários integrantes do grupo se iniciaram nas letras nesse jornal. Godofredo se mudou para Campinas, em 1904, onde lecionou no Instituto Cesário Mota, célebre educandário da cidade, hoje extinto. Ainda em 1904 retornou a Minas Gerais, e fixou-se em Silvestre Ferraz, atual Carmo de Minas, onde lecionou. Conheceu José Fernandes, diretor do Colégio, que inspirará um de seus maiores personagens. Iniciou o namoro com a futura esposa. Em 1906, já bacharel, casou-se com Bárbara Pinto de Andrade, que conhecera em Caldas. Em 1907 foi nomeado Promotor Público de Cambuí (MG), resignando ao cargo sem conhecer a comarca. Visita Monteiro Lobato, então Promotor Público em Areias, no Vale do Paraíba (SP). Em 1909 ingressou na Magistratura, e foi nomeado Juiz Municipal do Machado (MG), local que retratará em passagens do romance de estréia. Em 10 de junho de 1909 nasceu seu primeiro filho, Nello, o maior responsável pelas informações sobre Godofredo; em 3 de maio de 1911, o segundo filho, Caio; em 7 de dezembro de 1912, o terceiro, Tullio. Em 1916, suicidou-se em São Paulo o amigo Ricardo Gonçalves, poeta dos “Ipês”, provocando grande abalo nos membros do grupo. Em 1917 publicou os capítulos do romance “Vida Ociosa”, no “Estadinho” (edição vespertina do Estado de São Paulo), toda a “Falange Gloriosa”, em rodapé, e contos de “Andorinhas”. Publicou a gramática “Estudo Practico de Português”. Em 21 de fevereiro de 1917 nasceu sua filha, Duse. Em 1918, deixou Santa Rita do Sapucaí (MG), para onde fôra removido. Promovido a Juiz de Direito, serviu em Estrela do Sul, Três Pontas e Passos, lecionando sempre. Em Sapucaí, visando melhorar a receita, foi contador de uma usina elétrica. Após muita persistência dos amigos, Godofredo consentiu, em 1920, na publicação de “Vida Ociosa – romance da vida mineira”, em livro, edição da Revista do Brasil, de Monteiro Lobato & Cia Editores. Em 1922 publicou seu primeiro livro de contos, “Andorinhas”, pela mesma editora; em 1929 publicou “A Filha”, uma narrativa romântica, em edição da Imprensa Oficial de Minas Gerais. os romances “Falange Gloriosa” e “Os Bem Casados” foram publicados postumamente em 1955. Rangel traduziu cerca de 70 obras, muitas delas publicadas por Lobato na Companhia Editora Nacional. Em 1937 aposentou-se como Juiz de Direito de terceira entrância, titular da comarca de Lavras (MG), e foi residir em Belo Horizonte. Em 1939 foi eleito para a Academia Mineira de Letras (AML), ocupando a Cadeira número 13, cujo patrono é Xavier da Veiga e fundador Carmo Gama. Em 1943 lançou dois livros infantis, “Um passeio à casa de Papai Noel” e “Histórias do tempo do onça”, ambos pela Companhia Editora Nacional, São Paulo. Em 1944 publicou o segundo livro de contos, “Os Humildes”, pela Editora Universitária, de São Paulo, com prefácio de Lobato. Em 1944, Monteiro Lobato publicou a primeira edição de “A Barca de Gleyre”, englobando a correspondência entre ele e Godofredo por mais de 40 anos, de 1903 até 1948[1]. Rangel recusou-se terminantemente a publicar suas cartas, alegando que elas não possuíam outro mérito além de provocar excelentes respostas de Lobato. Anos mais tarde o segundo volume de “A Barca de Gleyre” foi publicado, novamente com o habitual silêncio de Rangel. Em 1948 faleceu Monteiro Lobato, e Rangel publica dois belos artigos lembrando o companheiro de toda a vida[2]. No dia 4 de agosto de 1951, três anos após a morte de Monteiro Lobato, Godofredo Rangel faleceu em Belo Horizonte, aos 66 anos, vítima de uma enfermidade que há muito o rodeava. Muitos dos seus amigos do “Minarete” já haviam falecido. Foi sepultado em 5 de agosto no Cemitério do Bonfim, na Capital mineira. Em 1955 foram publicados, em edições póstumas, os romances “Falange Gloriosa” e “Os Bem Casados”, ambos pela Melhoramentos.


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