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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Mata do Peçanha, sua História e sua Gente. Autor: Dermeval José Pimenta. genealogia genealogistas linhagem linhagistas

A Mata do Peçanha, sua História e sua Gente.

Autor: Dermeval José Pimenta.

Ed. Imprensa Oficial, Belo Horizonte - 1966.


Livro em bom estado de conservação, brochura original, escasso,coda8a-x10,fora de catálogo há decadas, um livro de referencia sobre a genealogia em nosso país, não perca saiba mais ....


livro aborda a história da região (34 municípios), traçando a genealogia dos fundadores, moradores e suas famílias.

O livro narra o desenvolvimento da região conhecida como Mata do Peçanha, relatando os povos indígenas que ocupavam o local, as primeiras expedições e a formação de vilas e municípios, costumes locais do século XIX e início do século XX, sendo complementado com a genealogia das famílias que ali floresceram (atualizada até a metade da década de 60 do século XX).

Para sua elaboração, foram utilizados documentos históricos e a tradição oral dos habitantes. Informa o autor, na introdução:

"Tendo nascido no Município de São João Evangelista, e nos propondo a investigar a história de sua fundação, povoamento e desenvolvimento, julgamos acertado ampliar o trabalho, para abranger o histórico da região da Mata do Peçanha, que é constituída pela vasta área banhada pelos rios Suaçuí Grande, Suaçuí Pequeno, Correntes e Guanhães, com seus respectivos afluentes, e da qual aquêle município é parte integrante".


O Coronel Cornélio José Pimenta é o quarto filho de Modesto José Pimenta e de Dona Ermelinda Querubina do Amaral Pimenta, fazendeiros residentes no Arraial de São Sebastião dos Correntes, atual Cidade e Sabinópolis, descendentes que eram dos fazendeiros Antônio Borges Monteiro e Malaquias Pereira do Amaral, um dos fundadores dêsse Arraial. Seu avô paterno Boaventura José Pimenta, foi procurador de partes em Diamantina, onde residia.

Nasceu aos 10 de abril de 1853, na Fazenda do Córrego José Caetano, nas proximidades de Sabinópolis, onde trabalhou até os 21 anos. Em 1875, transferiu-se para a Fazenda São João, na Mata do Peçanha, onde os herdeiros do seu proprietário, Capitão Ildefonso da Rocha Freitas, doaram dois alqueires de terra, para nêles ser construído um povoado que é a atual Cidade de São João Evangelista.

Ali se estabeleceu com uma pequena venda, e em 1879, casou-se com Josefina Carvalho de Souza, filha do fazendeiro Manoel Carvalho de Souza e de Dona Francelina Catarina de Carvalho, residentes na Fazenda de Três Barras, Córrego D'Anta, em São José do Jacurí. Ela era neta do fazendeiro Manoel de Carvalho, um dos primeiros desbravadores da Mata do Peçanha e fundador da atual cidade de São José do Jacuri; e do lado materno descendia de indígenas daquela região.

Tanto Cornélio quanto Josefina foram dos primeiros povoadores de São João Evangelista, onde criaram família e tiveram destacada atuação econômica, política e social. Ele foi o primeiro a desempenhar a função de Juiz de Paz da localidade, eleito em 1881. Exerceu ainda as profissões de comerciante, fazendeiro e industrial, tendo sido também proprietário da Fazenda das Casuarinas e Coronel da Guarda Nacional.

Construiu várias casas residenciais, ranchos de tropas, engenhos de cana-de-açúcar, máquinas de beneficiar café. Era progressista e amante da instrução. Educou os seus doze filhos em Colégios, Ginásios, Escolas Superiores. Faleceu em São João Evangelista, aos 17 de março de 1918. Sobreviveu-lhe Dona Josefina, que continuou gerindo os seus empreendimentos, terminando a educação dos filhos e contribuindo muito para o desenvolvimento da localidade. Exerceu ela um papel dos mais destacados nos meios sociais locais e de toda a região da Mata do Peçanha, tendo falecido em São João Evangelista aos 23 de julho de 1941.

Dêsse casamento, nasceram dezoito filhos: Etelvina Pimenta (casada com Pedro Ferreira de Andrade Brant); Durval Pimenta (falecido ainda criança); Durval Sebastião Pimenta (casado em primeiras núpcias com sua prima Maria Dolores Amaral Pimenta e em segundas núpcias com Zenólia Conceição Silva); Gerolisa Pimenta (casada com Ramiro Fernandes de Azevedo); Ocarlina Pimenta (falecida ainda criança); Apoliria Pimenta (casada com Francisco Carpóforo da Rocha); Almira Pimenta (falecida ainda criança); Glicério José Pimenta (casado com Cecília da Silva); Dermeval Pimenta (falecido ainda criança); Dermeval José Pimenta (casado com Lúcia Pinheiro); Violeta Pimenta (casada com Carlos Pereira Júnior); Olga Pimenta (casada com José Coelho de Moura Guimarães); Orfelina Pimenta (casada com Washington José Vieira da Silva); Alencar Pimenta (casado com Rita Gonçalves); Coraci Pimenta (falecida ainda criança); Elbert Pimenta (casado com Lucíola Rabelo Jardim); Dr. Heitor José Pimenta (casado com Maria da Cunha Pereira) e Manoel Pimenta. (falecido ainda criança).




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Dermeval José Pimenta.


Nasceu em São João Evangelista-MG, então pertencente ao Município de Peçanha, a 6 de fevereiro de 1893, o décimo dos 18 filhos do Coronel Cornélio José Pimenta e de Josefina Carvalho de Souza.

Cursou os primeiros anos (1902-1905) Escola Pública de sua cidade, e o secundário no Seminário de Diamantina-MG. (1906-1911).
Formou-se Engenheiro de Minas e Civil na Escola de Minas de Ouro Preto, em junho de 1918. No ano seguinte, ingressou como Engenheiro na Estrada de Ferro Central do Brasil, no serviço de obras do Ramal de Mariana a Ponte Nova, transferindo-se, em 1921, para a Estrada de Ferro Paracatu, onde exerceu o Cargo de Engenheiro-Residente e Engenheiro Chefe das obras de construção. Em 1925, deixou a Estrada de Ferro, e foi ser fazendeiro na Fazenda das Casuarinas. Em São João Evangelista foi Presidente da Cia. Força e Luz, Presidente da Câmara e Agente Executivo do Município. Foi Engenheiro-Chefe da Fiscalização das Obras de renovação em Poços de Caldas-MG, Chefe da Contabilidade Geral e dos Departamentos Financeiro e de Transportes da Rede Mineira de Viação, e Diretor de 1937 a 1943. Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas, no governo de Benedito Valadares (1943/1945). Foi o segundo presidente da Cia. Vale do Rio Doce, nomeado pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra em 1946. Permaneceu no cargo até 1951, quando voltou ao serviço do Estado de Minas Gerais, para exercer seu segundo mandato como Diretor-Geral da Rede Mineira de Viação, por 10 anos. Em 1961, passa a Presidente da Diretoria na Companhia Aços Especiais Itabira S/A, onde fica até 1964. Do Conselho Federal de Economistas Profissionais, pelas suas obras sobre assuntos econômicos, recebeu a habilitação profissional de Economista. Presidente do Rotary Club de Belo Horizonte (1937-1938); Vice-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (1961-1964 e 1965-1967); Diretor do Departamento de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias de Minas Gerais (1952-1958);Vice-Presidente (1936-1937), Presidente do Conselho Consultivo e Deliberativo (1936-1937) da Sociedade Mineira de Engenheiros Membro da Assembléia Escolar da Escola de Minas de Ouro Preto.

Além do Colégio Brasileiro de Genealogia, era membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, do qual foi Presidente de 1969 a 1976; do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Recebeu a "Medalha de Honra da Inconfidência", concedida pelo governo do estado de Minas Gerais. Casou-se a 01.12.1927 com Lúcia Pinheiro, filha do ex-Presidente do Estado de Minas Gerais, João Pinheiro da Silva e de Helena de Barros Pimenta. Desse matrimônio houve 10 filhos: Helena Josefina, Dermeval Filho, Cornélio Otávio, Déa Lúcia, João Carlos, Ângela Maria, Marina Heloísa, Nilza Maria, Josefina Lúcia e Lúcio Otávio.

Faleceu em agosto de 1981, aos 98 anos, em Minas Gerais.

Publicou, entre outros:

Angra dos Reis, 1933; Os mineiros no Sul-fluminense – 1934; Evolução das estradas em Minas – 1944; Companhia Vale do Rio Doce – 1947; O minério de ferro na economia nacional – 1950; O transporte de minério de ferro em larga escala do centro de Minas Gerais para o Litoral - 1952; A posição do engenheiro na evolução social do Brasil – 1953; Posição de Minas Gerais na exportação de Minério de ferro – 1954; Aspectos econômicos de Minas Gerais – 1955; A indústria extrativa mineral no Estado de Minas Gerais – 1955; Estradas de Ferro eletrificadas do Brasil – 1957; Rede Mineira de Viação : Relatórios referentes aos anos de 1958 a 1942 e de 1951 a 1959; Conselheiro Cristiano Benedito Ottoni – 1951; e A mata do Peçanha: sua história e sua gente - 1966.

Este último livro aborda a história da região (34 municípios), traçando a genealogia dos fundadores, moradores e suas famílias.

Faleceu em Minas Gerais, aos 98 anos, em agosto de 1991.

2 comentários:

  1. Olá! Sou descendente do autor Demerval Pimenta e soube que há uma continuação de seu livro "A mata do Peçanha: sua história e sua gente” de 1966, mas, não sei se publicada pelo mesmo autor ou por outro genealogista ou escritor que continuou os seus trabalhos. Vocês sabem sobre a publicação ou podem me dar uma dica de onde confirmar a informação e saber o nome da obra?

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  2. Lembro-me do Sr. Demerval Pimenta na minha casa em Belo Horizonte perguntando para meu pai sobre as famílias de Guanhães.

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