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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pierre Quillet Introdução ao Pensamento de BACHELARD Filosofia poesia antirazão polemista posmodernismo etc



Introdução Ao Pensamento De Bachelard


Pierre Quillet


Zahar

1977

Livro em bom estado de conservação, capa brochura, escasso, não perca, saiba mais ....

Tradutor(a): Fernandes, Cesar Augusto Chaves

Vocês entrarão na obra de Bachelard por duas vias: A do devaneio poético, meditando gravemente o peso das palavras. Bachelard lhes ensinará a ler como jamais outro professor o fez, com uma incredulidade vigilante diante das historias contadas, e o mais prudente discernimento para com o material imaginário investido na empresa da linguagem, com a segurança do perito que distingue o verdadeiro do falso, quando o próprio autor se engana. Ou pela via apenas aparentemente mais sabia da epistemologia, que é o universo científico explorando e legitimado pela reflexão, o comentário da prova pelo destinatário da verdade.



Pierre Quillet explicita os vários postulados sacralizados pela filosofia que, para Bachelard,
tornam-se inaceitáveis: Deve-se juntar a isso alguns artigos de fé, insustentáveis de origens
diversas. Aristotélica: que só existe ciência do geral. Cartesiana: simplicidade da verdade.
Kantiana: o determinismo absoluto.


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Biografia:

Bachelard, filósofo e ensaista francês. Bachelard nasceu em Bar-sur-Aube no seio de uma modesta família,o seu pai era sapateiro. Após acabar os estudos secundários trabalha nos correios de Remiremont até 1906 e mais tarde em Paris entre 1907 e 1913. Embora trabalhe cerca de 60 horas por semana em Paris, reinicia os seus estudo e licencia-se em matemáticas em 1912. Pretende então vir a ser engenheiro de telegrafia. Quando rebentou a I Guerra Mundial foi alistado no exército. Depois da desmobilização, foi nomeado professor de física e química em Bar-sur-Aube. A teoria da relatividade deita por terra as suas ideias sobre física, o que o terá levado a estudar a filosofia, obtendo uma segunda licenciatura em letras em 1920. Tendo-se doutorado em 1927,com a tese Ensaio sobre o Conhecimento aproximado e Estudo sobre a Evolução de um problema da física, a propagação térmica nos sólidos (a tese é premiada). Em 1930 iniciou uma carreira regular de professor universitário. Primeiro deu aulas na Universidade de Dijon (1930-1940) e depois na Sorbonne (Paris) em história e filosofia das ciências, onde permaneceu até 1954. Entra para a Academia das Ciências Morais e Políticas em 1955. Recebe a Legião de Honra em 1951 e o Grande Prémio Nacional das Letras (1961).

Obras

O Novo Espírito Científico (1934), A Formação do Espírito Científico (1938),Psicanálise do fogo (1938), A Água e os Sonhos (1942), O Ar e os Sonhos (1943), A Terra e os Devaneios da Vontade (1948), O Materialismo Racional (1953),A Poética do Espaço (1957) e A Poética dos Devaneios (1960), etc.

Filosofia

Bachelard desenvolve uma reflexão muito diversificada sobre a ciência. Para além de filósofo, crítico e epistemólogo, era cientista e poeta. A publicação das obras revela esta oscilação de interesses a filosofia das ciências, a lógica, a psicologia e a poesia.Os seus trabalhos no domínio da epistemologia continuam a ser de grande relevância para a compreensão dos problemas científicos contemporâneos. A sua ideia principal é que no futuro o conhecimento se baseará na negação do conhecimento actual. Alguns conceitos inovadores:

1. Desfasamento.A filosofia dos filósofos está sempre desfasada em relação à ciência que se pratica. Os próprios cientistas professam uma "filosofia espontânea" que também não correspondência com a sua prática científica.

2. Novo espírito científico. Proposto por Bachelard, tem como objectivo ultrapassar os obstáculos epistemológicos que impedem a ciência de progredir ( o senso comum, os pressupostos das filosofias tradicionais).

3. Rupturas. Bachelard crítica as concepções continuistas da história da ciências, introduzindo a categoria de ruptura para assinalar a dupla descontinuidade histórica e epistemológica que na mesma se verifica. A continua rectificação dos conhecimentos anteriores é a chave de todo o progresso científico. A ciência não é pois um conhecimento absoluto, nem rigoroso, mas apenas cada vez mais aproximado do sentido profundo da natureza. O progresso científico faz-se através de sucessivas rupturas.

"Nós acreditamos, com efeito, que o progresso científico manifesta sempre uma ruptura , perpétuas rupturas, entre conhecimento comum (senso comum) e conhecimento científico, desde que se aborde uma ciência evoluída, uma ciência que, pelo próprio facto das suas rupturas, traga a marca da modernidade. (...) Podemos pois colocar a descontinuidade epistemológica em plena luz. (...) A própria linguagem da ciência está em estado de revolução semântica permanente". Bachelarad, Materialismo Racional.


A obra de Gaston Bachelard contém duas facetas: a poesia e a ciência. Seria pois mutilá-la se separássemos o sonho do rigor racional.

A diversidade do seu pensamento exprime a plenitude da vida de Bachelard: ele é simultaneamente aquele que, face às experiências «despedaçadas e despedaçantes» reivindica a interioridade da existência na sua mesa de trabalho, e aquele que denuncia «o sonho enfadonho do que se imobiliza no seu canto».

Para saber sonhar é preciso estar-se profundamente apegado ao real, não somente aos elementos da matéria, mas às palavras e à sua poesia, não somente à casa natal, «natal e sonhada» de Bar-sur-Aube, mas às ruas de Paris e às lutas humanas. A obra de Bachelard está enraizada no concreto. Sem dúvida, estas duas vertentes da sua obra, o sonho e o racional da ciência, são em certo sentido antitéticas.

Mas Bachelard conciliou essas duas exigências, através de uma atitude: a recusa de qualquer dogmatismo.

O Epistemólogo polemista Gaston Bachelard coloca a coragem intelectual no centro da sua reflexão, e isto desde as suas primeiras obras sobre o trabalho científico: a sua tese sobre O Conhecimento Aproximado, depois O Novo Espírito Científico, publicado em 1934. Nelas mostra a razão aberta ao futuro, sempre capaz, na conquista da liberdade, de pôr em causa os princípios sobre os quais se apoiara tranquilamente até esse momento. Bachelard sublinha que, no progresso do pensamento científico, os adquiridos se formam de modo descontínuo, por ruptura. Baseia-se como prova nas crises do início do século xx: a crise da relatividade, do determinismo, da teoria dos conjuntos. O seu contributo fundamental foi ter analisado os «obstáculos» epistemológicos que existem no próprio interior do pensamento, nas profundezas do inconsciente, muitas vezes culturais, do psiquismo. Desse ponto de vista, A Formação do Espírito Científico e A Psicanálise do Fogo, que datam do mesmo ano (1938) são as mais instrutivas. A sua obra é uma ajuda preciosa para desmontar o mecanicismo, a ciência espectáculo, a análise fragmentada, a redução ao simplismo, a noção estática da matéria, à qual correspondem os conceitos deturpados. Bachelard convoca a «filosofia do não» para marcar o seu contributo para uma dialéctica do conhecimento que se opõe a uma concepção deturpada da razão. Designa o pensamento como um «sobreracionalismo».

Alguns historiadores e filósofos das ciências criticam-no hoje em dia, pela audácia das suas formulações. Mas isso é esquecer que o pensamento de Bachelard não tem nada de académico e que ele é voluntariamente polémico, na sua vontade pedagógica de denunciar os bloqueios, os «erros e os horrores» da razão.


A Exploração da imaginação criadora Valorizando a liberdade criadora, Bachelard reabilita a imaginação. Próximo da fenomenologia ou da psicanálise, rejeita uma concepção «coisista» da imagem. Segundo ele, a imaginação está aberta, «toda para o futuro». Através da psicanálise das imagens, como da inteligibilidade da ciência, procura penetrar na riqueza inesgotável do real, cuja profundidade é vivida antes de ser pensada. A imaginação é a própria força do psiquismo, mas é preciso saber aprender a sonhar, pois o devaneio poético, que Bachelard opõe ao devaneio da sonolência, pressupõe uma disciplina. Ele é «desenvolvimento do ser e tomada de consciência». Contrariamente a Bergson, defende a força da linguagem, que cria o ser. Se o imaginário pode ser criador de realidade, se nos «abre uma via nova», não é porque a imaginação exprime, antes de mais, a afirmação do ser humano na natureza? «A descoberta do outro passa pelo Cosmos», escreve Bachelard. A riqueza e a diversidade concreta, «exuberante», da obra de Bachelard abre-nos para a densidade do mundo.



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