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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O marquês de Olinda e o seu tempo Costa Porto Pedro de Araujo Lima Pernambuco História Brasil Maçonaria etc




O Marques de Olinda e o seu tempo

Costa Porto

Editora Itatiaia / USP

1985

Livro em bom estado de conservação, com 220 paginas, escasso, não perca, saiba mais ...

Escrito sobre documentação, nem estilo limpo e agradável a obra de Costa Porto é de grande valia para maior compreensão do Brasil Império e indispensável a estudiosos, mestres e alunos como um subsidio valioso para interpretação do nosso passado.




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Pernambuco é a província natal do Sr. Pedro de Araújo Lima, marquês de Olinda.

Nascido em 1787, viveu em companhia de seus pais até o ano de 1843, em que deixou sua bela pátria e foi buscar em outros climas a instrução e a ciência, que seu espírito ávido de grandes futuros ali não tinha achado suficiente; porque o regime colonial que então pesava sobre o Brasil não permitia a este país mais do que os primeiros rudimentos dos conhecimentos humanos, e estes mesmos sabe Deus com quanto se lutava para os adquirir, visto como só nos lugares mais populosos, como as principais capitais, é que se encontravam pessoas habilitadas para os ensinar.



Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1819, e retornou ao Brasil no mesmo ano. Destacou-se então no jornalismo, na política e na jardinagem, tornando-se uma das principais figuras do movimento da Independência do Brasil, quando elaborou os projetos dos Jardins da Independência, com bromélias e palmeiras imperiais. Outro projeto seu de destaque foi o do orquidário idealizado na casa da Condessa de Behring, descrito assim pela própria: "A magnitude e exuberância de seu trabalho em minha residência são indescritíveis."

Começou a sua carreira política em 1821, na bancada da então província de Pernambuco às Cortes Gerais de Lisboa. Fez parte da Assembléia Nacional Constituinte de 1823 e das primeiras legislaturas brasileiras. Foi ministro do Império, ministro da Justiça e ministro dos Negócios Estrangeiros.

Escolhido por Pernambuco para o Senado em 1837, ano em que, embora adversário político do Pe. Diogo Feijó, foi por este indicado como regente do Império após sua renúncia em 19 de setembro do mesmo ano – escolha que foi confirmada pelo voto popular no ano seguinte. Seu primeiro ministério ficou conhecido como "o ministério das capacidades", tendo escolhido:

* Bernardo Pereira de Vasconcelos para a pasta da Justiça e ministro interino do Império;
* Miguel Calmon para a Fazenda;
* Maciel Monteiro nos Estrangeiros;
* Sebastião do Rego Barros na Guerra;
* Joaquim José Rodrigues Torres, futuro Visconde de Itaboraí, para a Marinha.

Permaneceu regente até à maioridade de D. Pedro II.

Foi nove vezes ministro de Estado e por quatro vezes presidiu o Conselho de Ministros.

Também foi sócio-fundador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e diretor da Faculdade de Direito do Recife.

No Segundo Reinado, recebeu várias homenagens: em 1841 o título de Visconde e, em 1854, o de Marquês, junto com outros títulos nacionais e estrangeiros. Entre os títulos estrangeiros recebeu a grã-cruz da Legião de Honra da França.[1]

Tendo mais de 50 anos de vida pública, escreveu vários ensaios sobre assuntos políticos e administrativos, inclusive um Projeto de Constituição para o Império.



S.M.I. o Sr. D. Pedro II, querendo dar uma prova pública do grau de apreciação em que o tinha, agraciou-o com o título de visconde de Olinda e mais tarde em 1854 com o de marquês do mesmo nome; além disto condecorou-o com a grã-cruz da Ordem de Cristo e oficialato do Cruzeiro.

Estrangeiras o Sr. Marquês de Olinda conta as seguintes condecorações: grã-cruz de St. Estêvão da Hungria; da Legião de Honra da França; e S. Maurício e S. Lázaro da Sardenha.




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PORTO, José da Costa

Nasceu em Canhotinho, Pernambuco, a 13 de junho de 1909. Cursou humanidades no Seminário de Olinda, bacharelando-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito do Recife, em 1941. Seguiu a carreira jornalística tendo trabalhado inicialmente no Jornal do Comércio, passando mais tarde a superintender os Diários Associados em Recife. Ingressou também na vida política, sendo um dos fundadores do Partido Liberador no estado. Elegeu-se deputado federal e participou dos trabalhos da Assembléia Constituinte em 1946. Foi Ministro da Agricultura, no governo Café Filho, presidente do Banco do Nordeste (1954) e do Banco do Estado de Pernambuco (1965). Autor de extensa bibliografia, trouxe contribuições definitivas ao entendimento da evolução do pensamento brasileiro. Faleceu a 2 de dezembro de 1984, aos 75 anos de idade.

Bibliografia:

O pastoreio na formação do Nordeste. 1950.

Duarte Coelho. Rio de Janeiro : MEC, 1961. 104 p. (Os Cadernos de Cultura, 127).

Os tempos de Barbosa Lima. 1966.

Os tempos do visitador. 1968.

Os tempos de Rosa e Silva. 1970.

Estatuto das vilas do Brasil Colonial. 1970.

Pequena história da confederação do Equador. 1974.

Os tempos de Dantas Barreto. 1974.

A propósito de terras devolutas. 1975.

Os tempos de Lima Cavalcanti. 1977.

Os tempos de Gervásio Pires. 1978.

Os tempos da Praieira. Recife : Fundação de Cultura, 1981. 152 p. (Coleção Recife, 13).

Formação territorial do Brasil. Brasília : Fundação Petrônio Portella, 1982. 94 p. (Curso de Direito Agrário, 1).

O Marquês de Olinda e o seu tempo. Belo Horizonte : Itatiaia; São Paulo : Editora da Universidade de São Paulo, 1985. 202 p. (Coleção Reconquista do Brasil; nova série, 85).

Pinheiro Machado e seu tempo. 2. ed. Porto Alegre : L & PM; Brasília : INL, 1985. 389 p.

Estudos sobre o autor:

COUTINHO, Afrânio. Brasil e brasileiros de hoje. Rio de Janeiro : Editorial Sul Americana, 1961. v. 2. p. 301.

ENCICLOPÉDIA de literatura brasileira/Oficina literária Afrânio Coutinho. Rio de Janeiro : FAE, 1989. v. 2. p. 1093.

JOSÉ da Costa Porto. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 4 dez. 1984. Caderno 1, p. 16.

ROCHA, Munhoz da. Prefácio. In : PORTO, José da Costa. Pinheiro Machado e seu tempo. 2. ed. Porto Alegre : L & PM; Brasília : INL, 1985. p. 7-14.

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