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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Voluntários Martírio Angelo Dourado 1896 História Rio Grande do Sul Revolução Federalista de 1893

Voluntários do Martírio

Angelo Dourado

1896

Pelotas

Livro em bom estado de conservação, antigo, encadernado em capa dura, manteve-se a capa brochura,raros,pelotas,coda1-x44,escasso, não perca saiba mais ...

História do Rio Grande do Sul. Revolução de 1893: narrativa do coronel Ângelo Dourado.

Livro clássico sobre o assunto, um verdadeiro documento sobre as forças de Gomercindo Saraiva,
o livro Voluntários do Martírio , publicado em 1896 por Angelo Dourado, médico daquela força revolucionária.


Após atravessar o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com mais de cinco mil homens, e ameaçar Curitiba, Gomercindo retornava ao Rio Grande com um exército reduzido e esfarrapado.

Realizava uma das maiores façanhas militares da história do Brasil, comparável à Retirada de Laguna, durante a guerra contra o Paraguai, alguns anos antes, e à Coluna Prestes, três décadas depois.


Angelo Dourado, médico das forças revolucionárias, que prestou socorro aos feridos no Pulador, em seu livro Voluntários do Martírio, calcula em 1.500 homens a força maragata, 800 dos quais seriam lanceiros comandados pelo passo-fundense Prestes Guimarães, e em 3 mil os combatentes pica-paus, distribuídos em três quadrados de infantaria, com mil guerreiros cada.



“No lugar denominado Tope, recebemos comunicação do coronel Verissimo que continua no Passo Fundo, tendo sepultado os nossos mortos. Ele calcula o número de cadáveres deixado pelo inimigo em oitocentos, não podendo saber ao certo, porque muitos estavam confundidos com os nossos . As nossas perdas, incluindo os polacos que nos faltam, montam a 214. Temos porém cinco feridos que não poderão viver”.

“Saímos na estrada do Passo Fundo à Cruz Alta. Em todos os pontos do acampamento das forças de Lima, e estamos a 20 léguas do campo de batalha do Passo Fundo, há sepulturas de mortos por ferimentos recebidos naquela batalha”.



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Ângelo Cardoso Dourado nasceu na capital baiana, Salvador, a 6 de outubro de 1856, e faleceu na cidade gaúcha do Rio Grande, a 23 de outubro de 1905.

Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1880, prestou serviços médicos ao Exército, vindo a deslocar-se para o Rio Grande do Sul e exercendo sua profissão na cidade de Bagé, onde manteve sua família e atingiu projeção política, chegando a ser Presidente da Junta Administrativa em 1890. Participou ativamente do movimento rebelde que sacudiu o sul do Brasil à época da formação republicana.

Adepto dos revolucionários federalistas, Ângelo Dourado emigrou para Melo, no Uruguai, onde também exerceu a medicina, e foi nomeado Coronel do Exército Libertador, como se autodenominavam as forças rebeladas, percorrendo as terras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com as tropas do chefe maragato Gumercindo Saraiva em suas empreitadas contra as forças governistas.

Encerrada a revolta, permaneceu em terras rio-grandenses e exerceu a medicina em várias localidades gaúchas, como na cidade do Rio Grande, na qual foi médico oculista.




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